Recursos ainda não estão garantidos para iniciar construção de ciclovias na cidade
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Para quem usa a bicicleta como principal meio de transporte em Joinville, atravessar a cidade é um desafio. Não há ciclovias em ruas que ligam a zona Sul à zona Norte, como as avenidas Procópio Gomes, Santos Dumont e a rua Florianópolis, situação que obriga os ciclistas a disputar espaço com os automóveis.
Observando este problema, o leitor Alexandre de Oliveira questionou se existe previsão para a construção de ciclovias nessas ruas. “A Notícia” buscou respostas e constatou que, mesmo nos casos em que o projeto já foi elaborado pelo Instituto de Planejamento e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), os recursos ainda não estão garantidos, não há previsão para o começo das obras e até a Copa e as Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil, podem ser um empecilho.
O projeto do Eixo Norte-Sul, também conhecido como binário Procópio Gomes-Urussanga, já foi encaminhado para o Ministério das Cidades, que está reavaliando as propostas pois pretende priorizar as cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E ainda não há previsão para a avenida Procópio Gomes ganhar ciclofaixa e faixas exclusivas para ônibus, conforme prevê o projeto.
Para a avenida Santos Dumont, também há projeto para dar continuidade à ciclovia, que já existe no trecho do novo trevo de acesso às universidades. Porém, segundo o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante, é necessário aguardar a liberação de recursos para a obra, que requer desapropriações.
Já a rua Florianópolis é a que está mais distante da sonhada ciclovia.
— Não há projeto, mas já existe uma diretriz que estipula que as próximas intervenções na via serão acompanhadas da construção de uma faixa para ciclistas e construção de calçadas seguras —, afirma Constante.
A Cidade das Bicicletas ainda está longe de fazer jus ao título quando o assunto é infraestrutura. Estima-se que em Joinville exista uma bicicleta para cada dois dos 500 mil habitantes, por isso a intenção do Ippuj em 2010 é duplicar o número de ciclovias (vias exclusivas para bicicletas, separada da rua e da calçada) e ciclofaixas (faixa para bicicletas isolada apenas pela sinalização) em bom estado, que hoje foram uma rede com 71 km. Para isso, está prevista a construção e reforma de outros 70 km de faixas para os ciclistas, contempladas em grande projetos como o dos parques da cidade, a ser realizado com recursos do Fonplata.
— No total, está prevista a construção de 21 km de novas ciclovias e outros 12 km de ciclofaixas que já existem serão reformados —, explica o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante.
O objetivo é interligar os parques da cidade com as faixas exclusivas para bicicletas, formando um circuito entre essas áreas de lazer.
As ruas Rui Barbosa, Piratuba, Marquês de Olinda e Tenente Antônio João estão entre as que ganharão mais ciclovias, completando os trechos que já possuem faixas para os ciclistas. Já Beira-rio, Baltazar Buschle e Helmuth Fallgater terão as ciclovias reformadas. E existe ainda um projeto de implantar uma ciclovia entre a Estação Ferrovária e a Arena Joinville, ao longo do ramal ferroviário que hoje corta a cidade e será desativado após a conclusão das obras do contorno ferroviário.
Além disso, também já existem projetos no Ippuj para a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas ruas 15 de Novembro (em trecho da Blumenau ao terminal, no Centro, e também no Vila Nova), Almirante Jaceguay, rua dos Suíços, Miguel Castanheira, Tuiuti e Júpter, obras a serem realizadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Se as obras em 2010 seguirem o ritmo deste ano, os projetos não sairão do papel e o prefeito Carlito Merss estará ainda mais distante da meta que traçou, de construir 180 km de faixas para as bicicletas em quatro anos. Isso porque de fevereiro para cá, foram construídos apenas 4 km de novas ciclovias e ciclofaixas. Outros 4 km de ciclovias e ciclofaixas na rua 15 de Outubro, no Rio Bonito, em Pirabeiraba, devem ser finalizados ainda em 2009.
— A secretaria regional já iniciou as obras no acostamento para a pavimentação e implantação de 2,5 km de ciclovias e outros 1,5 km de ciclofaixas —,informa Constante.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Alerta! estão propondo transformar áreas verdes de Brasília em estacionamento!
Vagas em áreas verdes podem ser solução para estacionamentos nas quadras comerciais
Luísa Medeiros
Publicação: 05/11/2009 07:55 Atualização: 05/11/2009 08:40
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento - (Cadu Gomes/CB/D.A Press )
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento
O insuficiente número de vagas nas quadras comerciais do Plano Piloto e o rigor da fiscalização do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) – que está em cima dos motoristas para impedir que eles parem em fila dupla ou em local proibido – motivaram a discussão entre representantes do próprio governo e dos comerciantes para buscar soluções alternativas de estacionamento na cidade. A proposta mais polêmica é a transformação das áreas verdes, localizadas nas pontas das quadras comerciais, em estacionamento temporário – os chamados bolsões. A ideia é cobrir o gramado e a calçada com pedra portuguesa, exceto as árvores, para que os veículos possam parar nos locais enquanto o projeto de construção das vagas subterrâneas não sai do papel.
A sugestão foi apresentada na tarde da última terça-feira, numa reunião entre representantes da Associação Comercial do DF (ACDF), do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), das secretarias de Segurança Pública do DF (SSP), da Ordem Pública, Social e de Controle Interno do DF e do Departamento de Trânsito (Detran). Ainda não há projeto e nem sequer cálculos de quanto vai custar aos cofres públicos essa intervenção. Além disso, órgãos que cuidam do planejamento e desenvolvimento urbano e do patrimônio público – já que trata-se da área tombada de Brasília – não foram consultados oficialmente até agora. “Os bolsões são temporários até que o governo resgate o projeto das vagas subterrâneas. A proposta deve levar em conta a particularidade de cada quadra. Mas acreditamos que 2010 pode começar com 12 bolsões(1), seis em cada Asa (Sul e Norte)”, afirma o presidente do Sindhobar, Nadim Haddad.
Desde 14 de setembro deste ano, cerca de 60 policiais do BPTran estão nas quadras comerciais do Plano Piloto para cobrar que o motorista cumpra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O medo de receber multa está afastando os clientes acostumados a largar o carro em fila dupla. A fiscalização ostensiva, que é mais rígida nos horários de pico, foi alvo de críticas de vários comerciantes. Eles pediram uma flexibilização da vigilância a partir do próximo dia 15.
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla - ()
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla
“O entendimento comum é que medidas alternativas são necessárias e urgentes. No comércio de bens e serviços, a perda varia de 18% a 22% no faturamento desde que começou a Operação Fila Dupla. Os clientes vão embora porque não têm onde estacionar”, diz a presidente da ACDF, Danielle Moreira. A associação fez um levantamento e identificou 40 quadras nas asas Norte e Sul que mais sofrem com a atuação do policiamento. Se vingar, a criação dos bolsões deve começar por essas áreas. Em 10 dias, o governo fará um teste da proposta em quatro quadras, que ainda não foram escolhidas.
Projeto-piloto
O secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos, afirma que a Operação Fila Dupla não tem prazo para terminar, mas não descarta a hipótese de encontrar um ponto de equilíbrio que não agrida a lei. “Tentamos cumprir a legislação sem criar problemas para as atividades de comércio. Mas a operação surgiu devido ao comportamento de alguns motoristas que abandonavam o carro e trancavam outros, entres outros motivos”, comenta ele, dizendo que não tem nada contra os bolsões, desde que sejam legais. Para o secretário de Ordem Pública e Social, Roberto Giffoni, a ideia dos estacionamentos temporários não pode ser encarada como polêmica e, sim, trabalhada para sair do papel ainda neste Natal. “Seria uma espécie de projeto-piloto. Temos que ver a viabilidade de execução e atestar que todos os atores têm a mesma posição. Ninguém pode sair perdendo”, argumenta.
A princípio, a opinião do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, é contrária à proposta. “Porque são originalmente áreas verdes e muito particulares”, ressalta. Os lotes foram destinados aos Restaurantes de Unidades de Vizinhança (RUVs), mas sofreram alteração de uso em 1988, e se tornaram áreas para qualquer tipo de comércio. A 113 Sul tem uma padaria instalada nesse local. “O Iphan precisa ser consultado e topo conversar sobre o assunto”, diz Gastal.
Cartilha
O BPTran deve lançar hoje cartilha com os novos horários do policiamento nas comerciais do Plano Piloto. A atuação será das 8h às 20h nas áreas com maior volume de tráfego. Nos horários de movimento menor, o policial poderá permitir o estacionamento de veículo, desde que não haja comprometimento do fluxo. No período de pico (das 11h45 às 13h30 e 17h45 às 19h30), não será tolerado estacionamento em fila dupla e em locais proibidos.
1 - Precários
Algumas áreas comerciais da Asa Norte, como a 112 e a 106, já possuem bolsões nas pontas das quadras. A instalação é feita de forma precária, apenas com brita e cascalho. Normalmente, não há nem mais área verde, com exceção de algumas árvores.
Luísa Medeiros
Publicação: 05/11/2009 07:55 Atualização: 05/11/2009 08:40
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento - (Cadu Gomes/CB/D.A Press )
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento
O insuficiente número de vagas nas quadras comerciais do Plano Piloto e o rigor da fiscalização do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) – que está em cima dos motoristas para impedir que eles parem em fila dupla ou em local proibido – motivaram a discussão entre representantes do próprio governo e dos comerciantes para buscar soluções alternativas de estacionamento na cidade. A proposta mais polêmica é a transformação das áreas verdes, localizadas nas pontas das quadras comerciais, em estacionamento temporário – os chamados bolsões. A ideia é cobrir o gramado e a calçada com pedra portuguesa, exceto as árvores, para que os veículos possam parar nos locais enquanto o projeto de construção das vagas subterrâneas não sai do papel.
A sugestão foi apresentada na tarde da última terça-feira, numa reunião entre representantes da Associação Comercial do DF (ACDF), do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), das secretarias de Segurança Pública do DF (SSP), da Ordem Pública, Social e de Controle Interno do DF e do Departamento de Trânsito (Detran). Ainda não há projeto e nem sequer cálculos de quanto vai custar aos cofres públicos essa intervenção. Além disso, órgãos que cuidam do planejamento e desenvolvimento urbano e do patrimônio público – já que trata-se da área tombada de Brasília – não foram consultados oficialmente até agora. “Os bolsões são temporários até que o governo resgate o projeto das vagas subterrâneas. A proposta deve levar em conta a particularidade de cada quadra. Mas acreditamos que 2010 pode começar com 12 bolsões(1), seis em cada Asa (Sul e Norte)”, afirma o presidente do Sindhobar, Nadim Haddad.
Desde 14 de setembro deste ano, cerca de 60 policiais do BPTran estão nas quadras comerciais do Plano Piloto para cobrar que o motorista cumpra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O medo de receber multa está afastando os clientes acostumados a largar o carro em fila dupla. A fiscalização ostensiva, que é mais rígida nos horários de pico, foi alvo de críticas de vários comerciantes. Eles pediram uma flexibilização da vigilância a partir do próximo dia 15.
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla - ()
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla
“O entendimento comum é que medidas alternativas são necessárias e urgentes. No comércio de bens e serviços, a perda varia de 18% a 22% no faturamento desde que começou a Operação Fila Dupla. Os clientes vão embora porque não têm onde estacionar”, diz a presidente da ACDF, Danielle Moreira. A associação fez um levantamento e identificou 40 quadras nas asas Norte e Sul que mais sofrem com a atuação do policiamento. Se vingar, a criação dos bolsões deve começar por essas áreas. Em 10 dias, o governo fará um teste da proposta em quatro quadras, que ainda não foram escolhidas.
Projeto-piloto
O secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos, afirma que a Operação Fila Dupla não tem prazo para terminar, mas não descarta a hipótese de encontrar um ponto de equilíbrio que não agrida a lei. “Tentamos cumprir a legislação sem criar problemas para as atividades de comércio. Mas a operação surgiu devido ao comportamento de alguns motoristas que abandonavam o carro e trancavam outros, entres outros motivos”, comenta ele, dizendo que não tem nada contra os bolsões, desde que sejam legais. Para o secretário de Ordem Pública e Social, Roberto Giffoni, a ideia dos estacionamentos temporários não pode ser encarada como polêmica e, sim, trabalhada para sair do papel ainda neste Natal. “Seria uma espécie de projeto-piloto. Temos que ver a viabilidade de execução e atestar que todos os atores têm a mesma posição. Ninguém pode sair perdendo”, argumenta.
A princípio, a opinião do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, é contrária à proposta. “Porque são originalmente áreas verdes e muito particulares”, ressalta. Os lotes foram destinados aos Restaurantes de Unidades de Vizinhança (RUVs), mas sofreram alteração de uso em 1988, e se tornaram áreas para qualquer tipo de comércio. A 113 Sul tem uma padaria instalada nesse local. “O Iphan precisa ser consultado e topo conversar sobre o assunto”, diz Gastal.
Cartilha
O BPTran deve lançar hoje cartilha com os novos horários do policiamento nas comerciais do Plano Piloto. A atuação será das 8h às 20h nas áreas com maior volume de tráfego. Nos horários de movimento menor, o policial poderá permitir o estacionamento de veículo, desde que não haja comprometimento do fluxo. No período de pico (das 11h45 às 13h30 e 17h45 às 19h30), não será tolerado estacionamento em fila dupla e em locais proibidos.
1 - Precários
Algumas áreas comerciais da Asa Norte, como a 112 e a 106, já possuem bolsões nas pontas das quadras. A instalação é feita de forma precária, apenas com brita e cascalho. Normalmente, não há nem mais área verde, com exceção de algumas árvores.
Notícia do JORNAL DE CAXIAS: Falta espaço, sobram carros Caxias do Sul tem 1,92 habitante por veículo e uma frota que dobrou nos últimos 12 anos
Caxias do Sul – Não há vagas para estacionar no Centro. Você demora 10 minutos para percorrer uma quadra em horário de pico. Se você tem a impressão de que há carros demais em Caxias do Sul, está certo. Ela tem a impressionante média de 1,92 habitante por veículo. Isso sem contar o número de carros emplacados em outros municípios que circulam por aqui diariamente. Será que Caxias pode parar? A cidade se encontra em um cruzamento: ou toma a via de alternativas sustentáveis ou só faz piorar o anda-e-para das ruas.
Em um ranking organizado pelo Portal G1 com capitais e cidades com mais de 400 mil habitantes, Caxias ficou em 10º lugar em um total de 58 municípios. Os 410.166 habitantes se dividem em 213.480 veículos, de acordo com dados de maio deste ano do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A cidade está à frente de Porto Alegre, com 2,19 habitantes por veículo e em 19º lugar no ranking. Para se ter uma ideia, São Paulo está na oitava posição, com 1,85. Curitiba, capital do Paraná, é a primeira colocada, com taxa de 1,6.
A frota caxiense inchou na última década, especialmente quando, a partir da estabilidade do Real surgiu uma nova classe média, ávida por bens de consumo duráveis e vantagens que até então só os ricos tinham. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), em 1997, a frota caxiense era 100.911 veículos. O que significa que nos últimos 12 anos o número de carros dobrou. Enquanto isso, a população não seguiu no mesmo ritmo: o crescimento no mesmo período foi de 22,6%.
Além do poder de compra ampliado e das facilidades de financiamento de automóveis, há uma cultura que supervaloriza o automóvel.
– Tem dois aspectos diferentes. O primeiro diz respeito ao ritmo da vida urbana. A vida se transformou de tal jeito que exige uma mobilidade que o transporte público não atende. Até pouco tempo, o celular não era necessário, mas quando você configura sua vida em torno dele, ele passa a ser essencial, assim como o carro. O outro aspecto é cultural. Para muita gente, ter um carro é uma forma de expressar sua posição social através de um bem– analisa o antropologo e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Rafael José dos Santos.
O secretário da SMTTM, Vinicius Ribeiro, analisa a questão de forma semelhante:
– A opção do Brasil nos últimos 50 anos foi de se desenvolver através da indústria do automóvel. Esse setor foi o primeiro a receber incentivos da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Além disso, há a questão cultural, muitos caxienses se realizam pessoalmente comprando um automóvel.
O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), Milton Corlatti, concorda que é preciso mudanças:
– As pessoas de Caxias normalmente usam o carro para ir para qualquer lugar enquanto que, muitas vezes, têm ônibus passando na frente de casa. Há famílias de quatro pessoas que têm quatro carros. Outra coisa de Caxias é que, sempre que as pessoas saem de casa, dão uma passadinha pelo Centro e acabam tumultuando o trânsito.
kelly.pelisser@pioneiro.com
KELLY PELISSER
Na sua opinião, quais as soluções para que o trânsito de Caxias do Sul melhore, mesmo com a média de 1,92 habitante por veículo?
- Qualificar o transporte público: o transporte coletivo é apontado pelos especialistas como a grande solução. Mas é preciso ampliar o acesso, qualificar o serviço e informar melhor os cidadãos.
- Descentralização: o Centro é um dos gargalos. A alternativa é estimular a instalação de serviços básicos nos bairros para que, cada vez menos, as pessoas precisem ir ao Centro. Além disso, a retirada de estacionamento de parte da Rua Sinimbu é assunto que está sendo debatido.
- Escalonar o horário de entrada e saída de empresas e escolas: indústrias e colégios de uma mesma região poderiam ter horários diferenciados de entrada e saída de turno. A diferença seria de 15 minutos entre um e outro para diluir o tráfego.
- Restringir o acesso de veículos: pedágios urbanos e menor espaço para estacionamento gratuito em pontos de grandes movimentação, embora gerem reclamações de usuários, são formas de o poder público limitar o acesso de veículos a esses locais.
- Incentivar o uso de meios alternativos: criar ciclovias nas cidades é também apontado com alternativa. Mas esse meio deve estar integrado com outros: é preciso ter estacionamentos para bicicletas próximos a paradas de ônibus. A prefeitura atualmente estuda vias em que poderiam ser impla
Em um ranking organizado pelo Portal G1 com capitais e cidades com mais de 400 mil habitantes, Caxias ficou em 10º lugar em um total de 58 municípios. Os 410.166 habitantes se dividem em 213.480 veículos, de acordo com dados de maio deste ano do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A cidade está à frente de Porto Alegre, com 2,19 habitantes por veículo e em 19º lugar no ranking. Para se ter uma ideia, São Paulo está na oitava posição, com 1,85. Curitiba, capital do Paraná, é a primeira colocada, com taxa de 1,6.
A frota caxiense inchou na última década, especialmente quando, a partir da estabilidade do Real surgiu uma nova classe média, ávida por bens de consumo duráveis e vantagens que até então só os ricos tinham. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), em 1997, a frota caxiense era 100.911 veículos. O que significa que nos últimos 12 anos o número de carros dobrou. Enquanto isso, a população não seguiu no mesmo ritmo: o crescimento no mesmo período foi de 22,6%.
Além do poder de compra ampliado e das facilidades de financiamento de automóveis, há uma cultura que supervaloriza o automóvel.
– Tem dois aspectos diferentes. O primeiro diz respeito ao ritmo da vida urbana. A vida se transformou de tal jeito que exige uma mobilidade que o transporte público não atende. Até pouco tempo, o celular não era necessário, mas quando você configura sua vida em torno dele, ele passa a ser essencial, assim como o carro. O outro aspecto é cultural. Para muita gente, ter um carro é uma forma de expressar sua posição social através de um bem– analisa o antropologo e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Rafael José dos Santos.
O secretário da SMTTM, Vinicius Ribeiro, analisa a questão de forma semelhante:
– A opção do Brasil nos últimos 50 anos foi de se desenvolver através da indústria do automóvel. Esse setor foi o primeiro a receber incentivos da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Além disso, há a questão cultural, muitos caxienses se realizam pessoalmente comprando um automóvel.
O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), Milton Corlatti, concorda que é preciso mudanças:
– As pessoas de Caxias normalmente usam o carro para ir para qualquer lugar enquanto que, muitas vezes, têm ônibus passando na frente de casa. Há famílias de quatro pessoas que têm quatro carros. Outra coisa de Caxias é que, sempre que as pessoas saem de casa, dão uma passadinha pelo Centro e acabam tumultuando o trânsito.
kelly.pelisser@pioneiro.com
KELLY PELISSER
Na sua opinião, quais as soluções para que o trânsito de Caxias do Sul melhore, mesmo com a média de 1,92 habitante por veículo?
- Qualificar o transporte público: o transporte coletivo é apontado pelos especialistas como a grande solução. Mas é preciso ampliar o acesso, qualificar o serviço e informar melhor os cidadãos.
- Descentralização: o Centro é um dos gargalos. A alternativa é estimular a instalação de serviços básicos nos bairros para que, cada vez menos, as pessoas precisem ir ao Centro. Além disso, a retirada de estacionamento de parte da Rua Sinimbu é assunto que está sendo debatido.
- Escalonar o horário de entrada e saída de empresas e escolas: indústrias e colégios de uma mesma região poderiam ter horários diferenciados de entrada e saída de turno. A diferença seria de 15 minutos entre um e outro para diluir o tráfego.
- Restringir o acesso de veículos: pedágios urbanos e menor espaço para estacionamento gratuito em pontos de grandes movimentação, embora gerem reclamações de usuários, são formas de o poder público limitar o acesso de veículos a esses locais.
- Incentivar o uso de meios alternativos: criar ciclovias nas cidades é também apontado com alternativa. Mas esse meio deve estar integrado com outros: é preciso ter estacionamentos para bicicletas próximos a paradas de ônibus. A prefeitura atualmente estuda vias em que poderiam ser impla
Usuários das bikes reivindicam a construção de ciclovias, o que ajudaria a melhorar o trânsito no DF
09/11/2009 - 09:42:58
Luciana Melo
luciana.melo@jornaldebrasilia.com.br
Incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em condições seguras para os ciclistas é uma alternativa para diminuir os longos engarrafamentos que se formam em diversos pontos do Distrito Federal, todos os dias. Mas apesar da iniciativa ajudar a resolver parte do trânsito conturbado, muitos ciclistas afirmam que ainda não é possível trafegar livremente pelas ruas devido à falta de estrutura e segurança para este tipo de transporte.
Para muitos que utilizam a condução, a situação cicloviária no DF não está perto do que foi previsto no programa de reestruturação proposto pelo governo local. Entre as principais reclamações está o atraso na conclusão das ciclovias.
Foram tantas as reivindicações informais da categoria em diversas oportunidades, que motivaram uma audiência pública – realizada ontem no Parque da Cidade – entre representantes da Câmara Legislativa e usuários do meio de transporte. Diversos pontos do andamento do programa e das mudanças que ainda são necessárias foram debatidos no encontro.
Programa será efetivado
Na ocasião, vários parlamentares se pronunciaram quanto a situação dos ciclistas no DF. Os representantes do governo, por sua vez, admitiram que o diagnóstico da situação não é dos melhores e que muito ainda há por ser feito pela categoria. Mas garantiram que o que foi programado irá ser efetivado da forma como havia sido prometido.
Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, Ronaldo Alves, a intenção do debate foi formalizar as necessidades dos ciclistas para que as soluções possam ser tomadas de forma a beneficiar os usuários e a sociedade, que lida diariamente com os esportistas pelas ruas.
Para Alves, se as novas vias de acesso para bicicletas forem feitas ou até mesmo as melhorias na questão da segurança, todos certamente sairão ganhando. "Se nós, ciclistas, tivermos por onde andar, não iremos disputar a pista com os carros. Muitos acidentes serão evitados e o volume de veículos nas ruas certamente irá diminuir. Todos irão ganhar, inclusive o meio ambiente".
Da redação do Jornal de Brasília
Luciana Melo
luciana.melo@jornaldebrasilia.com.br
Incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em condições seguras para os ciclistas é uma alternativa para diminuir os longos engarrafamentos que se formam em diversos pontos do Distrito Federal, todos os dias. Mas apesar da iniciativa ajudar a resolver parte do trânsito conturbado, muitos ciclistas afirmam que ainda não é possível trafegar livremente pelas ruas devido à falta de estrutura e segurança para este tipo de transporte.
Para muitos que utilizam a condução, a situação cicloviária no DF não está perto do que foi previsto no programa de reestruturação proposto pelo governo local. Entre as principais reclamações está o atraso na conclusão das ciclovias.
Foram tantas as reivindicações informais da categoria em diversas oportunidades, que motivaram uma audiência pública – realizada ontem no Parque da Cidade – entre representantes da Câmara Legislativa e usuários do meio de transporte. Diversos pontos do andamento do programa e das mudanças que ainda são necessárias foram debatidos no encontro.
Programa será efetivado
Na ocasião, vários parlamentares se pronunciaram quanto a situação dos ciclistas no DF. Os representantes do governo, por sua vez, admitiram que o diagnóstico da situação não é dos melhores e que muito ainda há por ser feito pela categoria. Mas garantiram que o que foi programado irá ser efetivado da forma como havia sido prometido.
Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, Ronaldo Alves, a intenção do debate foi formalizar as necessidades dos ciclistas para que as soluções possam ser tomadas de forma a beneficiar os usuários e a sociedade, que lida diariamente com os esportistas pelas ruas.
Para Alves, se as novas vias de acesso para bicicletas forem feitas ou até mesmo as melhorias na questão da segurança, todos certamente sairão ganhando. "Se nós, ciclistas, tivermos por onde andar, não iremos disputar a pista com os carros. Muitos acidentes serão evitados e o volume de veículos nas ruas certamente irá diminuir. Todos irão ganhar, inclusive o meio ambiente".
Da redação do Jornal de Brasília
domingo, 8 de novembro de 2009
Chegamos aos primeiro 1000 visitantes!
Agradeço a todos que vistaram nosso blog em pouco mais de três meses chegamos a marca de um mil visitantes, este é só o começo!
Queria que tivessemos mais comentários, deste modo a partir de agora vamos tentar trazer temas polêmicos para estimular a discussão.
Façam comentários!
Abraço a todos
Queria que tivessemos mais comentários, deste modo a partir de agora vamos tentar trazer temas polêmicos para estimular a discussão.
Façam comentários!
Abraço a todos
Recado do blogueiro sobre os fóruns de cicloativismo
Amigo devido a estar envolvido com a construção do meu projeto de pesquisa para disputar uma vaga no Doutorado do MDU-UFPE, tenho postado poucas matéria na última semana. Acrescento de maneira suscinta a importância do debate que vem sendo travado em diversos fóruns de cicloativismo sobre o carro e a bicicleta elétrica que para muitos, ao meu entender acertadamente, pode causar acidentes caso estes utilizem a infra-estrutura cicloviária. O mini carro elétrico de Jaime Lerner foi o estopim deste debate e só não chamaram o arquiteto de feio. Outra discussão que tem mobilizado os foruns são as propostas de emplacamento de bicicletas, neste caso também apoio a opinião predominante de que tal medida em uma cidade que não está ainda preparada para receber as bicicletas só traria deveres sem assegurar os direitos, além de ser muito dificil registrar e controlar uma frota de cerca de 75 milhões de bicicletas.
Marcelo Caldas
Marcelo Caldas
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Veículo 100% elétrico é testado por empresas de energia
Do Jornal de Vinhedo-SP:
Mesmo sem previsão para a comercialização de seu primeiro veículo elétrico no Brasil - o Palio Weekend Elétrico -, a Fiat, em parceria com a hidrelétrica Itaipu Binacional, tem apostado e investido nas pesquisas que garantirão tecnologia nacional para dar ao país autonomia e agilidade na adoção desses automóveis. Considerado um projeto pioneiro de mobilidade sustentável para os centros urbanos, o Palio Weekend Elétrico será exibido no VE 2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos -, que será realizado de 9 e 11 de novembro no Espaço CPFL Cultura, em Campinas.
O projeto teve início em 2006 e, até agora, foram produzidas 32 unidades que estão sendo utilizadas por empresas de energia elétrica, como a AMPLA, a CPFL Energia, a Copel, a Eletrobrás e a Cemig, parceiras para a realização de testes de rodagem. Todas elas, que fazem parte do projeto de desenvolvimento e pesquisa relatam, com base nesses testes, suas impressões sobre o Palio Weekend Elétrico, contribuindo para melhorias.
A previsão é de que até meados de 2010 a produção atinja um total de 50 veículos. "Não se trata de uma escala comercial. O objetivo, ainda, é fortemente concentrado no desenvolvimento e na busca de alternativas mais acessíveis para a tecnologia", explicou o supervisor de Inovações e Veículos Especiais da Fiat, Leonardo Cavaliere. O preço de custo do veículo é de R$ 145 mil, o que corresponde ao triplo do valor de um carro normal, pois alguns componentes, além de ainda serem caros, são importados da Suíça.
Leonardo Cavaliere participará, em Campinas, da mesa redonda sobre Veículos elétricos e as montadoras brasileiras, no dia 10 de novembro, às 16h30, no 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos. "A busca de alternativas energéticas para a mobilidade urbana é um dos grandes desafios da indústria automobilística, que tem investido em projetos inovadores de pesquisa e desenvolvimento, como é o caso do Palio Elétrico. Nesse sentido, iniciativas como esse seminário são importantes para ampliar o debate e mobilizar as demais forças da sociedade para o tema", destaca o supervisor da Fiat.
Produção
O Palio Weekend Elétrico é totalmente ecológico. Além de não liberar gases poluentes, não emite nenhum tipo de ruído. Apenas a carroceria do veículo foi fabricada na montadora da Fiat localizada em Betim (MG), enquanto o motor, a transmissão e baterias foram instalados em uma linha de montagem na Usina Hidrelétrica de Itaipu. As informações foram passadas por Assessoria de Imprensa.
O supervisor de Inovações e Veículos Especiais da Fiat, Leonardo Cavaliere, considera o Brasil o lugar ideal para o desenvolvimento de um carro 100% elétrico, já que grande parte da eletricidade gerada no país, proveniente de hidrelétricas, é energia limpa e muito barata.
O veículo elétrico produzido pela Fiat possui motor que gera potência máxima de 15 kW. Sua velocidade máxima chega a 100 km/h e tem o propulsor refrigerado a água, permitindo redução de seu peso e dimensões. O automóvel é alimentado por uma bateria de níquel, localizada no porta-malas, que garante uma autonomia de 120 km com carga completa. A recarga dessa bateria é realizada em oito horas, a partir de qualquer tomada de três pinos de 220 V. Outra vantagem é que a bateria pode ser 100% reciclada.
Sobre o seminário
O seminário terá tradução simultânea português-inglês, pois contará com a presença de especialistas internacionais no setor de veículos elétricos, como o diretor executivo da Electric Mobility Canadá, que como Key Note Speaker, falará sobre as ações da Associação Canadense de Veículos Elétricos, criada para promover o uso desses automóveis naquele país.
Para a discussão sobre a relação dos VEs e as concessionárias elétricas do Brasil foram convidados Paulo Cezar Tavares, vice-presidente de Gestão de Energia da CPFL Energia; Carlos Alberto Affonso, diretor administrativo-financeiro da UTENF; José Luiz Alquéres, presidente da LIGHT; Antonio Otelo Cardoso, diretor técnico executivo da Itaipu Binacional, e o presidente do Conselho Diretor da ABRADEE, Firmino Ferreira Sampaio, que coordenará o painel dedicado a esse tema.
Sobre a contribuição dos VEs para a redução das emissões urbanas e gases de efeito-estufa (painel Veículos elétricos: meio ambiente e responsabilidade social) deverão participar das discussões um dos fundadores da ABVE e seu primeiro presidente, Antonio Nunes Júnior; o chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica e professor de Patologia da USP - Universidade de São Paulo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, e a diretora da ELETRA e da METRA, Maria Beatriz Setti Braga.
Sobre o tema veículos elétricos e as montadoras brasileiras deverão participar dos
debates o gerente do departamento de Indústria Pesada do BNDES, Paulo Castor de Castro; o diretor de Desenvolvimento da FIAT, Carlos Eugênio Fonseca Dutra. E, para as discussões sobre os "novos atores brasileiros" desse mercado foram convidados o gerente da ABDI - Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial, Roberto dos Reis Alvarez; o presidente da Tutto Trasporti, Agenor Boff; o gerente da WEG Automação, Valter Luiz Knihs; e o diretor executivo da Zeppini, Paulo Rogério Fernandes.
Sobre a exposição e o workshop
Instalada em um espaço de 524 metros quadrados, a exposição reunirá exemplos de veículos elétricos, bem como de componentes e serviços. A exposição será aberta ao público a partir das 12h do dia 9 de novembro.
O 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos acontecerá dia 9 de novembro, das 8h às 18h. A abertura dos trabalhos reunirá o coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia - SETEC/MCT, Eduardo Soriano Lousada; o diretor da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Amilcar Gonçalves Guerreiro; o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior; e o diretor geral do INEE e presidente do Conselho Diretor da ABVE, Jayme Buarque de Hollanda.
Durante todo o dia os profissionais discutirão questões do desenvolvimento tecnológico e as implicações dos veículos elétricos nas pesquisas e no ensino. Entre os temas estão os desafios para a política científico-tecnológica relacionada aos veículos elétricos, a acumulação de energia neste tipo de veículo e os motores e controles dos VEs.
Serviço
VE2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de
Tecnologias de Veículos Elétricos
Data: de 9 a 11 de novembro
Horário: 8h30 às 18h
Endereço: Espaço CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera), em Campinas, São Paulo, Brasil
Mesmo sem previsão para a comercialização de seu primeiro veículo elétrico no Brasil - o Palio Weekend Elétrico -, a Fiat, em parceria com a hidrelétrica Itaipu Binacional, tem apostado e investido nas pesquisas que garantirão tecnologia nacional para dar ao país autonomia e agilidade na adoção desses automóveis. Considerado um projeto pioneiro de mobilidade sustentável para os centros urbanos, o Palio Weekend Elétrico será exibido no VE 2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos -, que será realizado de 9 e 11 de novembro no Espaço CPFL Cultura, em Campinas.
O projeto teve início em 2006 e, até agora, foram produzidas 32 unidades que estão sendo utilizadas por empresas de energia elétrica, como a AMPLA, a CPFL Energia, a Copel, a Eletrobrás e a Cemig, parceiras para a realização de testes de rodagem. Todas elas, que fazem parte do projeto de desenvolvimento e pesquisa relatam, com base nesses testes, suas impressões sobre o Palio Weekend Elétrico, contribuindo para melhorias.
A previsão é de que até meados de 2010 a produção atinja um total de 50 veículos. "Não se trata de uma escala comercial. O objetivo, ainda, é fortemente concentrado no desenvolvimento e na busca de alternativas mais acessíveis para a tecnologia", explicou o supervisor de Inovações e Veículos Especiais da Fiat, Leonardo Cavaliere. O preço de custo do veículo é de R$ 145 mil, o que corresponde ao triplo do valor de um carro normal, pois alguns componentes, além de ainda serem caros, são importados da Suíça.
Leonardo Cavaliere participará, em Campinas, da mesa redonda sobre Veículos elétricos e as montadoras brasileiras, no dia 10 de novembro, às 16h30, no 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos. "A busca de alternativas energéticas para a mobilidade urbana é um dos grandes desafios da indústria automobilística, que tem investido em projetos inovadores de pesquisa e desenvolvimento, como é o caso do Palio Elétrico. Nesse sentido, iniciativas como esse seminário são importantes para ampliar o debate e mobilizar as demais forças da sociedade para o tema", destaca o supervisor da Fiat.
Produção
O Palio Weekend Elétrico é totalmente ecológico. Além de não liberar gases poluentes, não emite nenhum tipo de ruído. Apenas a carroceria do veículo foi fabricada na montadora da Fiat localizada em Betim (MG), enquanto o motor, a transmissão e baterias foram instalados em uma linha de montagem na Usina Hidrelétrica de Itaipu. As informações foram passadas por Assessoria de Imprensa.
O supervisor de Inovações e Veículos Especiais da Fiat, Leonardo Cavaliere, considera o Brasil o lugar ideal para o desenvolvimento de um carro 100% elétrico, já que grande parte da eletricidade gerada no país, proveniente de hidrelétricas, é energia limpa e muito barata.
O veículo elétrico produzido pela Fiat possui motor que gera potência máxima de 15 kW. Sua velocidade máxima chega a 100 km/h e tem o propulsor refrigerado a água, permitindo redução de seu peso e dimensões. O automóvel é alimentado por uma bateria de níquel, localizada no porta-malas, que garante uma autonomia de 120 km com carga completa. A recarga dessa bateria é realizada em oito horas, a partir de qualquer tomada de três pinos de 220 V. Outra vantagem é que a bateria pode ser 100% reciclada.
Sobre o seminário
O seminário terá tradução simultânea português-inglês, pois contará com a presença de especialistas internacionais no setor de veículos elétricos, como o diretor executivo da Electric Mobility Canadá, que como Key Note Speaker, falará sobre as ações da Associação Canadense de Veículos Elétricos, criada para promover o uso desses automóveis naquele país.
Para a discussão sobre a relação dos VEs e as concessionárias elétricas do Brasil foram convidados Paulo Cezar Tavares, vice-presidente de Gestão de Energia da CPFL Energia; Carlos Alberto Affonso, diretor administrativo-financeiro da UTENF; José Luiz Alquéres, presidente da LIGHT; Antonio Otelo Cardoso, diretor técnico executivo da Itaipu Binacional, e o presidente do Conselho Diretor da ABRADEE, Firmino Ferreira Sampaio, que coordenará o painel dedicado a esse tema.
Sobre a contribuição dos VEs para a redução das emissões urbanas e gases de efeito-estufa (painel Veículos elétricos: meio ambiente e responsabilidade social) deverão participar das discussões um dos fundadores da ABVE e seu primeiro presidente, Antonio Nunes Júnior; o chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica e professor de Patologia da USP - Universidade de São Paulo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, e a diretora da ELETRA e da METRA, Maria Beatriz Setti Braga.
Sobre o tema veículos elétricos e as montadoras brasileiras deverão participar dos
debates o gerente do departamento de Indústria Pesada do BNDES, Paulo Castor de Castro; o diretor de Desenvolvimento da FIAT, Carlos Eugênio Fonseca Dutra. E, para as discussões sobre os "novos atores brasileiros" desse mercado foram convidados o gerente da ABDI - Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial, Roberto dos Reis Alvarez; o presidente da Tutto Trasporti, Agenor Boff; o gerente da WEG Automação, Valter Luiz Knihs; e o diretor executivo da Zeppini, Paulo Rogério Fernandes.
Sobre a exposição e o workshop
Instalada em um espaço de 524 metros quadrados, a exposição reunirá exemplos de veículos elétricos, bem como de componentes e serviços. A exposição será aberta ao público a partir das 12h do dia 9 de novembro.
O 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos acontecerá dia 9 de novembro, das 8h às 18h. A abertura dos trabalhos reunirá o coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia - SETEC/MCT, Eduardo Soriano Lousada; o diretor da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Amilcar Gonçalves Guerreiro; o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior; e o diretor geral do INEE e presidente do Conselho Diretor da ABVE, Jayme Buarque de Hollanda.
Durante todo o dia os profissionais discutirão questões do desenvolvimento tecnológico e as implicações dos veículos elétricos nas pesquisas e no ensino. Entre os temas estão os desafios para a política científico-tecnológica relacionada aos veículos elétricos, a acumulação de energia neste tipo de veículo e os motores e controles dos VEs.
Serviço
VE2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de
Tecnologias de Veículos Elétricos
Data: de 9 a 11 de novembro
Horário: 8h30 às 18h
Endereço: Espaço CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera), em Campinas, São Paulo, Brasil
Campo Grande-MS: Prefeito conhece trabalho acadêmico de implantação de ciclovias
Segue iniciativa de um acadêmico que pode resultar em benefício para toda a cidade de Campo Grande.
Do site da prefeitura municipal de Campo Grande.
“O prefeito Nelson Trad Filho conheceu na manhã desta sexta-feira (23.10) o trabalho de conclusão de curso do acadêmico de Arquitetura da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), Renato Yonamine. Denominado “Via verde – transporte urbano sustentável”, o projeto prevê a implantação de 70 km de ciclovias na Capital.
Para balizar seu trabalho, Renato buscou informações em órgãos e publicações da administração municipal como o Instituto Municipal de Planejamento Urbano e o Plano Diretor, respectivamente. Entre os aspectos levados em conta na elaboração do trabalho estão a topografia da cidade e pontos de interesse para ciclistas. Yonamine também prevê integração bicicleta/transporte coletivo em trajetos de mais de sete quilômetros.
Como a temperatura elevada, na maior parte do ano, é uma das dificuldades para estimular o ciclismo, o trabalho de Renato prevê o plantio de árvores ao longo dos trajetos. Um aspecto interessante é que as ciclovias se interligam aos parques da cidade. De acordo com o estudante, em alguns trechos será possível criar trilhas ecológicas. Com isto, o uso do veículo poderá ser estimulado para o trabalho e para o lazer.
O prefeito achou muito interessante o trabalho de Renato, que também apresenta em seu TCC exemplos de cidades que mudaram suas paisagens e qualidade de vida com investimento em ciclovias. Nelsinho disse a Yonamine que sua assessoria marcará uma audiência com Rudel Trindade Júnior, diretor da Agetran e Marta Martinez, presidente do Planurb para que ele apresente seu trabalho.
Nesta audiência, o prefeito quer ver se há sugestões apresentadas no trabalho de Renato que podem ser incorporadas ao projeto da prefeitura, que pretende implantar 120 km de ciclovias na cidade. Foi a colega Paula Gobbo Chaves, do quarto ano de Arquitetura, que estimulou Renato a apresentar seu TCC ao prefeito.” Fonte/Autor: Mônica Ferreira Mtb/MS 138
Do site da prefeitura municipal de Campo Grande.
“O prefeito Nelson Trad Filho conheceu na manhã desta sexta-feira (23.10) o trabalho de conclusão de curso do acadêmico de Arquitetura da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), Renato Yonamine. Denominado “Via verde – transporte urbano sustentável”, o projeto prevê a implantação de 70 km de ciclovias na Capital.
Para balizar seu trabalho, Renato buscou informações em órgãos e publicações da administração municipal como o Instituto Municipal de Planejamento Urbano e o Plano Diretor, respectivamente. Entre os aspectos levados em conta na elaboração do trabalho estão a topografia da cidade e pontos de interesse para ciclistas. Yonamine também prevê integração bicicleta/transporte coletivo em trajetos de mais de sete quilômetros.
Como a temperatura elevada, na maior parte do ano, é uma das dificuldades para estimular o ciclismo, o trabalho de Renato prevê o plantio de árvores ao longo dos trajetos. Um aspecto interessante é que as ciclovias se interligam aos parques da cidade. De acordo com o estudante, em alguns trechos será possível criar trilhas ecológicas. Com isto, o uso do veículo poderá ser estimulado para o trabalho e para o lazer.
O prefeito achou muito interessante o trabalho de Renato, que também apresenta em seu TCC exemplos de cidades que mudaram suas paisagens e qualidade de vida com investimento em ciclovias. Nelsinho disse a Yonamine que sua assessoria marcará uma audiência com Rudel Trindade Júnior, diretor da Agetran e Marta Martinez, presidente do Planurb para que ele apresente seu trabalho.
Nesta audiência, o prefeito quer ver se há sugestões apresentadas no trabalho de Renato que podem ser incorporadas ao projeto da prefeitura, que pretende implantar 120 km de ciclovias na cidade. Foi a colega Paula Gobbo Chaves, do quarto ano de Arquitetura, que estimulou Renato a apresentar seu TCC ao prefeito.” Fonte/Autor: Mônica Ferreira Mtb/MS 138
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Saiu no DP:Abandono e risco no Cais da Aurora Urbanismo // Buracos na pista destinada a cooper e bicicletas ameaçam usuários do local. Área deverá ser recuperada no fim de dezembro
Abandono e risco no Cais da Aurora
Urbanismo // Buracos na pista destinada a cooper e bicicletas ameaçam usuários do local. Área deverá ser recuperada no fim de dezembro
Circular na pista destinada a cooper e a bicicletas do Cais da Aurora - entre a quadra poliesportiva e o Rio Capibaribe -, é um verdadeiro desafio. Além da sensação de insegurança, mesmo à luz do dia,
Espaço está repleto de buracos, atrapalhando a circulação de pedestres e ciclistas e até ocasionando acidentes graves com os transeuntes. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
o espaço está repleto de buracos e sujeira, com cheiro de abandono. É preciso ter muita atenção para pedalar ou caminhar na área e, ainda assim, correr riscos. A menor distração ao longo do percurso pode significar uma queda num buraco. Para frequentadores do local, a Prefeitura do Recife vem descuidando do lugar há cerca de três anos. Embora haja promessas de recuperação do Cais até o fim de dezembro, totalizando um investimento de R$ 100 mil, ontem não havia sinais de obras em andamento, além de um monte de areia depositado próximo à Ponte do Limoeiro.
Segundo o jornalista André Dib, que mora na Rua da Aurora, a cada dia surgem novos buracos na pista (afundamentos) e a única manutenção que vem sendo feita no lugar é a poda das árvores. "Eu estava andando de bicicleta ontem (quinta-feira), me dirigindo ao trabalho, quando caí num buraco novo, quebrei o dedo mínimo do lado esquerdo e fiquei com escoriações no braço direito e no rosto. Vou ter que ficar de licença por um mês", lamentou André. "A prefeitura deveria sinalizar o buraco", acrescentou, dizendo que o estado das pistas de bicicleta é um desestímulo a quem não quer usar carro. Hoje, há quatro buracos na pista, sendo o maior deles com três metros de largura.
Morador do centro do Recife e frequentador assíduo do Cais, Silvio de Abreu e Lima, 24 anos, afirmou que até os serviços de limpeza na área se reduziram drasticamente. "Isso aqui era tudo novo, no governo passado tinha gente limpando e mantendo o lugar a todo momento. Hoje, a gente anda por aqui desviando dos obstáculos. Está tudo com aspecto de acabado", declarou Silvio. O técnico de segurança do trabalho José Augusto Silva Pordeus, 30, também garantiu não ter visto obras em andamento. "Infelizmente o cais está definhando", declarou.
Além da pista de caminhada, basta dar uma passadinha no Cais Aurora para perceber o estado de abandono. Ao redor da escultura de aço reciclado em forma de caranguejo, instalada em frente ao Ginásio Pernambucano, por exemplo, duas crateras se formaram. O gradil de guarda-corpos está totalmente enferrujado, os bancos quebrados e a pista de skate danificada, sem manutenção. A quadra, que deveria servir para se jogar basquetebol, não tem sequer cestinhas.
A assessoria de imprensa da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) assegurou que o prazo estipulado para recuperar o Cais é o fim de dezembro. Segundo a assessoria, tanto o piso de pedras portuguesas como o intertravado serão restaurados, além do gradil, a rede de iluminação e o conjunto de brinquedos. Os investimentos também serão feitos para restaurar a quadra poliesportiva, os bancos de concreto, a pista de cooper e áreas verdes.
Urbanismo // Buracos na pista destinada a cooper e bicicletas ameaçam usuários do local. Área deverá ser recuperada no fim de dezembro
Circular na pista destinada a cooper e a bicicletas do Cais da Aurora - entre a quadra poliesportiva e o Rio Capibaribe -, é um verdadeiro desafio. Além da sensação de insegurança, mesmo à luz do dia,
Espaço está repleto de buracos, atrapalhando a circulação de pedestres e ciclistas e até ocasionando acidentes graves com os transeuntes. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
o espaço está repleto de buracos e sujeira, com cheiro de abandono. É preciso ter muita atenção para pedalar ou caminhar na área e, ainda assim, correr riscos. A menor distração ao longo do percurso pode significar uma queda num buraco. Para frequentadores do local, a Prefeitura do Recife vem descuidando do lugar há cerca de três anos. Embora haja promessas de recuperação do Cais até o fim de dezembro, totalizando um investimento de R$ 100 mil, ontem não havia sinais de obras em andamento, além de um monte de areia depositado próximo à Ponte do Limoeiro.
Segundo o jornalista André Dib, que mora na Rua da Aurora, a cada dia surgem novos buracos na pista (afundamentos) e a única manutenção que vem sendo feita no lugar é a poda das árvores. "Eu estava andando de bicicleta ontem (quinta-feira), me dirigindo ao trabalho, quando caí num buraco novo, quebrei o dedo mínimo do lado esquerdo e fiquei com escoriações no braço direito e no rosto. Vou ter que ficar de licença por um mês", lamentou André. "A prefeitura deveria sinalizar o buraco", acrescentou, dizendo que o estado das pistas de bicicleta é um desestímulo a quem não quer usar carro. Hoje, há quatro buracos na pista, sendo o maior deles com três metros de largura.
Morador do centro do Recife e frequentador assíduo do Cais, Silvio de Abreu e Lima, 24 anos, afirmou que até os serviços de limpeza na área se reduziram drasticamente. "Isso aqui era tudo novo, no governo passado tinha gente limpando e mantendo o lugar a todo momento. Hoje, a gente anda por aqui desviando dos obstáculos. Está tudo com aspecto de acabado", declarou Silvio. O técnico de segurança do trabalho José Augusto Silva Pordeus, 30, também garantiu não ter visto obras em andamento. "Infelizmente o cais está definhando", declarou.
Além da pista de caminhada, basta dar uma passadinha no Cais Aurora para perceber o estado de abandono. Ao redor da escultura de aço reciclado em forma de caranguejo, instalada em frente ao Ginásio Pernambucano, por exemplo, duas crateras se formaram. O gradil de guarda-corpos está totalmente enferrujado, os bancos quebrados e a pista de skate danificada, sem manutenção. A quadra, que deveria servir para se jogar basquetebol, não tem sequer cestinhas.
A assessoria de imprensa da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) assegurou que o prazo estipulado para recuperar o Cais é o fim de dezembro. Segundo a assessoria, tanto o piso de pedras portuguesas como o intertravado serão restaurados, além do gradil, a rede de iluminação e o conjunto de brinquedos. Os investimentos também serão feitos para restaurar a quadra poliesportiva, os bancos de concreto, a pista de cooper e áreas verdes.
domingo, 25 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Bauneário Camburiú-SC quer limitar uso de bicicletas
O número de ciclistas que trafegam nas avenidas de Balneário Camboriú aumenta a cada dia com a proximidade do verão. A opção do uso da bicicleta é aconselhada para evitar transtorno no trânsito da cidade e tida como ecologicamente correta, pois não emite gases poluentes na atmosfera. O problema é que o município não dispõe de ciclovias em todas as avenidas, o que acarreta falta de segurança para as pessoas que fazem uso deste meio de transporte.
De acordo com levantamentos da Associação Nacional de Transportes Públicos, a bicicleta é responsável por 7,4% dos deslocamentos urbanos. São 250 mil viagens por dia para uma frota de 50 milhões de bicicletas em todo território nacional.
A Secretaria de Obras do município já percebeu o problema e inclui em todos os novos projetos a construção de ciclovias, como nos casos da Quinta Avenida e no sistema binário, que estão em fases de conclusão.
As bicicletarias da cidade oferecem vários serviços de manutenção nesta época do ano. Para João Vasconcelos, proprietário deste tipo de comércio há 18 anos, a revisão das bicicletas é necessária para evitar acidentes no trânsito. "É preciso ver a situação dos pneus, engraxamento e freio. Isto evita acidentes. Antigamente as bicicletas necessitavam ter inclusive espelho, buzina e luz refletiva para a noite. Isto deveria voltar", relembra.
A vendedora Ana Meire Souza faz uso da bicicleta para locomoção diária. Ela acredita que a cidade deve possuir mais ciclovias. "É preciso mais espaço para os ciclistas. É muito perigoso trafegar na cidade, principalmente no verão. Já vi muitos acidentes envolvendo bicicletas, até mesmo fatais", lamenta.
Projeto
Atualmente tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú o projeto nº 0173/2009, de autoria da vereadora Christina Barichello (PPS), que institui normas aos ciclistas de Balneário Camboriú. O texto prevê que as mesmas normas utilizadas para automóveis também caberiam aos ciclistas. Um curso de capacitação, a cada quatro anos, para os usuários deste meio de transporte, também faz parte do projeto. Desta maneira os ciclistas obterão uma autorização para transitar pelas vias da cidade, assim como ocorre com os motoristas de automóveis. O ciclista que não estiver com a situação regularizada poderá ter a bicicleta apreendida e pagará multa de um valor a ser definido. A fiscalização ficará a cargo dos Agentes Municipais de Trânsito ou Polícia Militar, através de convenio próprio, entre PM e PMBC.
Vantagens do uso da bicicleta
* A bicicleta oferece uma disponibilidade imediata e sua manutenção é relativamente barata.
* O tempo de desenvolvimento na bicicleta é previsível, pois o ciclista não é afetado gravemente pelo congestionamento do tráfego. A bicicleta oferece intimidade, independência e liberdade; o ciclismo é uma atividade emancipadora.
* O ciclismo é uma forma de exercício que melhora a saúde física e mental.
* Na atual sociedade mutante de hoje em dia, a bicicleta é um transporte flexível. A circulação da bicicleta mantém fluido o tráfego das cidades, previne e reduz o congestionamento.
* O uso da bicicleta amplia o raio de atividades das pessoas, independente de serem jovens, idosos, ricos, pobres, homens ou mulheres.
* O uso da bicicleta melhora o espaço físico, passando ser mais rentável para a infra-estrutura das cidades.
* O uso da bicicleta melhora o tempo e promove um desenvolvimento da economia local.
* A bicicleta é silenciosa, limpa e sustentável. O uso da bicicleta não ameaça o meio ambiente nem a paisagem.
* Os ciclistas são uma ameaça insignificante para os demais.
* O uso de bicicleta não é nenhuma ameaça aos combustíveis fósseis.
No domingo tem
passeio ciclístico
Neste domingo (25) é dia de pegar a bicicleta e sair às ruas para mais um passeio ciclístico organizado pela Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú (ACBC). Realizados sempre no último domingo de cada mês, os passeios ciclísticos têm como objetivo estimular o uso da bicicleta como meio de transporte e também criar uma consciência ecológica na população de Balneário Camboriú e Camboriú.
O presidente da Associação de Ciclismo, Fernando Baumann, destaca a importância de usar a bicicleta como meio de transporte, principalmente em cidades como Balneário Camboriú, que tem ruas são planas, ideais para que anda de bicicleta.
O passeio ciclístico começa na Praça Almirante Tamandaré às 10h, segue pela Avenida Atlântica, prossegue até a rua 3.300 pela Avenida Brasil retornando para Praça Almirante Tamandaré. Trata-se de um passeio leve, indicado para toda a família. Para participar basta ter uma bicicleta e vontade de pedalar.
De acordo com levantamentos da Associação Nacional de Transportes Públicos, a bicicleta é responsável por 7,4% dos deslocamentos urbanos. São 250 mil viagens por dia para uma frota de 50 milhões de bicicletas em todo território nacional.
A Secretaria de Obras do município já percebeu o problema e inclui em todos os novos projetos a construção de ciclovias, como nos casos da Quinta Avenida e no sistema binário, que estão em fases de conclusão.
As bicicletarias da cidade oferecem vários serviços de manutenção nesta época do ano. Para João Vasconcelos, proprietário deste tipo de comércio há 18 anos, a revisão das bicicletas é necessária para evitar acidentes no trânsito. "É preciso ver a situação dos pneus, engraxamento e freio. Isto evita acidentes. Antigamente as bicicletas necessitavam ter inclusive espelho, buzina e luz refletiva para a noite. Isto deveria voltar", relembra.
A vendedora Ana Meire Souza faz uso da bicicleta para locomoção diária. Ela acredita que a cidade deve possuir mais ciclovias. "É preciso mais espaço para os ciclistas. É muito perigoso trafegar na cidade, principalmente no verão. Já vi muitos acidentes envolvendo bicicletas, até mesmo fatais", lamenta.
Projeto
Atualmente tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú o projeto nº 0173/2009, de autoria da vereadora Christina Barichello (PPS), que institui normas aos ciclistas de Balneário Camboriú. O texto prevê que as mesmas normas utilizadas para automóveis também caberiam aos ciclistas. Um curso de capacitação, a cada quatro anos, para os usuários deste meio de transporte, também faz parte do projeto. Desta maneira os ciclistas obterão uma autorização para transitar pelas vias da cidade, assim como ocorre com os motoristas de automóveis. O ciclista que não estiver com a situação regularizada poderá ter a bicicleta apreendida e pagará multa de um valor a ser definido. A fiscalização ficará a cargo dos Agentes Municipais de Trânsito ou Polícia Militar, através de convenio próprio, entre PM e PMBC.
Vantagens do uso da bicicleta
* A bicicleta oferece uma disponibilidade imediata e sua manutenção é relativamente barata.
* O tempo de desenvolvimento na bicicleta é previsível, pois o ciclista não é afetado gravemente pelo congestionamento do tráfego. A bicicleta oferece intimidade, independência e liberdade; o ciclismo é uma atividade emancipadora.
* O ciclismo é uma forma de exercício que melhora a saúde física e mental.
* Na atual sociedade mutante de hoje em dia, a bicicleta é um transporte flexível. A circulação da bicicleta mantém fluido o tráfego das cidades, previne e reduz o congestionamento.
* O uso da bicicleta amplia o raio de atividades das pessoas, independente de serem jovens, idosos, ricos, pobres, homens ou mulheres.
* O uso da bicicleta melhora o espaço físico, passando ser mais rentável para a infra-estrutura das cidades.
* O uso da bicicleta melhora o tempo e promove um desenvolvimento da economia local.
* A bicicleta é silenciosa, limpa e sustentável. O uso da bicicleta não ameaça o meio ambiente nem a paisagem.
* Os ciclistas são uma ameaça insignificante para os demais.
* O uso de bicicleta não é nenhuma ameaça aos combustíveis fósseis.
No domingo tem
passeio ciclístico
Neste domingo (25) é dia de pegar a bicicleta e sair às ruas para mais um passeio ciclístico organizado pela Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú (ACBC). Realizados sempre no último domingo de cada mês, os passeios ciclísticos têm como objetivo estimular o uso da bicicleta como meio de transporte e também criar uma consciência ecológica na população de Balneário Camboriú e Camboriú.
O presidente da Associação de Ciclismo, Fernando Baumann, destaca a importância de usar a bicicleta como meio de transporte, principalmente em cidades como Balneário Camboriú, que tem ruas são planas, ideais para que anda de bicicleta.
O passeio ciclístico começa na Praça Almirante Tamandaré às 10h, segue pela Avenida Atlântica, prossegue até a rua 3.300 pela Avenida Brasil retornando para Praça Almirante Tamandaré. Trata-se de um passeio leve, indicado para toda a família. Para participar basta ter uma bicicleta e vontade de pedalar.
Rio de Janeiro-RJ: Estações da Linha 2 do Metrô de Colégio e Irajá ganham bicicletários neste sábado
Rio - Neste sábado, as estações da Linha 2 do Metrô de Colégio e Irajá vão ganhar novos bicicletários gratuitos. Com eles, os usuários poderão utilizar bicicletas como transporte até a estação, estacioná-las no bicicletário e seguir viagem no metrô.
O horário de funcionamento será o mesmo das estações: das 5h à meia-noite, de segunda a sábado, e das 7h às 23h, aos domingos e feriados. Em Irajá, inicialmente, serão 10 vagas. Já em Colégio, são oito.
Outro dois bicicletários já funcionam: um na Estação Pavuna, com 70 vagas, e na Estação Cantagalo, com 25.
Nos fins de semana, o embarque das bicicletas é permitido a partir das 14h aos sábados e sem restrição de horário aos domingos e feriados e deve ser feito sempre no último carro de cada trem.
O horário de funcionamento será o mesmo das estações: das 5h à meia-noite, de segunda a sábado, e das 7h às 23h, aos domingos e feriados. Em Irajá, inicialmente, serão 10 vagas. Já em Colégio, são oito.
Outro dois bicicletários já funcionam: um na Estação Pavuna, com 70 vagas, e na Estação Cantagalo, com 25.
Nos fins de semana, o embarque das bicicletas é permitido a partir das 14h aos sábados e sem restrição de horário aos domingos e feriados e deve ser feito sempre no último carro de cada trem.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pesquisa de opinião pública sobre a circulação de bicicletas no Recife-PE
Amigos,
Estou postando no blog para pedi-los que respondam uma pesquisa virtual.
Ela está hospedada no site:http://fs8.formsite.com/caldasm/ciclousobikerec/index.html
Tal ferramenta vai servir para que possa avançar na pesquisa sobre a circulação de bicicletas no Recife.
Façam este esforço, respondam e enviem a quem puderem este link.
Para maiores informações visitem o site: http://blogmobilidadesustentavel.blogspot.com
Obs: Qualquer informação adicional enviem o email para: caldasm@hotmail.com
Atenciosamente,
Marcelo Caldas
Estou postando no blog para pedi-los que respondam uma pesquisa virtual.
Ela está hospedada no site:http://fs8.formsite.com/caldasm/ciclousobikerec/index.html
Tal ferramenta vai servir para que possa avançar na pesquisa sobre a circulação de bicicletas no Recife.
Façam este esforço, respondam e enviem a quem puderem este link.
Para maiores informações visitem o site: http://blogmobilidadesustentavel.blogspot.com
Obs: Qualquer informação adicional enviem o email para: caldasm@hotmail.com
Atenciosamente,
Marcelo Caldas
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos
Diretor do projeto Challenge Bibendum, da Michelin, prevê que os veículos elétricos revolucionarão
www.segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Vera Longuini
21-Out-2009
Responsável pelo rali rodoviário Challenge Bibendum, Jean Pierre Lamour, afirma que o empenho da indústria automobilística e o estímulo dos governos de diversos países acenam para uma tendência de crescimento de VEs no mercado mundial.
Ele estará em novembro no Brasil para participar do 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos realizado pelo INEE - Instituto Nacional de Veículos Elétricos e pela ABVE - Associação Brasileira de Veículos Elétricos
Embora a bateria seja o principal problema dos Veículos Elétricos, as indústrias do setor farão grandes avanços e, em 10 anos, os VEs revolucionarão o mercado mundial. A previsão é do diretor do Challenge Bibendum - rali rodoviário criado pela Michelin para mostrar o empenho da indústria automobilística em favor de uma mobilidade sustentável -, Jean Pierre Lamour. O especialista em veículos não poluentes virá ao Brasil para participar do 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos que será realizado no Espaço CPFL Cultura, em Campinas, interior de São Paulo, entre os dias 9 e 11 de novembro. Ele falará no dia 11, às 8h30, sobre o tema Veículos Elétricos no Challenge Bibendum.
De acordo com Lamour, os carros a bateria e híbridos já correspondem a uma fatia de 1% a 1,5% do mercado mundial. Sua previsão é a ocupação do mercado automobilístico por um percentual entre 10 a 15% (7 a 10 milhões de carros / ano) de VEs, o que já significará uma revolução se considerados os 100 anos de quase 100% da utilização dos carros à combustão.
"Os VEs são bem adaptados para usos especializados. As empresas de eletricidade, juntamente com os poderes públicos, estão trabalhando nas infraestruturas necessárias. Até mesmo algumas companhias de petróleo, como a Petrobrás, estão implementando estações de recarga. Muitos governos estão incentivando os clientes de e-car na medida em que eles estão contribuindo para melhorar a qualidade de vida para todos, principalmente nas zonas densamente povoadas. Os incentivos vêm de subsídios e de reduções fiscais e do acesso exclusivo aos centros urbanos para veículos com emissões zero", enumera.
Para ele, a indústria automobilística já reconhece a necessidade de energias alternativas e a tendência, segundo ele, é de crescimento do número de veículos elétricos no mercado. "Os veículos elétricos já despertavam interesse nas décadas de 1970 e 1990, mas nunca tivemos tantos participantes envolvidos. Hoje, todos os fabricantes têm, em seus planos de produção, veículos elétricos a bateria e/ou carros híbridos (carros elétricos com gerador a bordo). Muitas empresas recém-chegadas no mercado aproveitam a oportunidade para aderir à indústria automobilística de carros elétricos e inúmeras associações e empresas de energia elétrica estão fazendo lobby para acelerar o processo. É a primeira vez que vemos tantos governos ao redor do mundo apoiando financeiramente o desenvolvimento das baterias e carros elétricos", diz.
Uso específico
Lamour destaca que não se trata da substituição de todos os carros a gasolina por elétricos. Desta forma, sugere que a prioridade deve ser para o desenvolvimento de uma oferta de produto muito atraente e bem adaptada às condições de serviços específicas: viagens relativamente curtas, passeios urbanos e veículos de entrega, juntamente com alguns carros de luxo, já que a emoção desempenha um importante papel no mercado automobilístico.
Além disso, nos países desenvolvidos, as empresas de serviços estão criando novos modelos de negócios para fornecer aos usuários os veículos concebidos para utilizações específicas por meio do compartilhamento de carros ("car sharing"), e dos sistemas de "leasing", dando preferência para uso otimizado de um carro ao invés de sua propriedade.
Baterias
Para o diretor da Michelin a acumulação de energia nos VEs é - e deve continuar sendo - o problema destes automóveis. No entanto, ele destaca que parte do problema é a constante comparação com o combustível convencional, que, embora apresente uma densidade energética muito alta e, portanto, uma fácil acumulação, tem também seus inconvenientes se comparado à eletricidade.
O principal problema das baterias (peso e custo) depende da quantidade de energia que se pretende acumular com relação à distância do deslocamento entre duas recargas. Mas ele acredita que, em vista dos estímulos para a indústria de baterias para veículos elétricos vem recebendo, haverá grande progresso para se avançar os limites desse problema.
Lamour lembra que, mesmo hoje, já existem diversas formas de uso do carro elétrico com consumo entre 10 ou 15 kWh (com autonomia de 70 a 100 km) ou com uma menor quantidade de kWh no caso dos carros híbridos. "Temos que pensar que a infraestrutura rodoviária é organizada e que a nossa mente está formatada para carros à gasolina, pois não queremos parar para reabastecer a cada 100km. Por outro lado, temos que considerar que a eletricidade está disponível em quase toda parte e que muitas viagens são por distâncias curtas, inferiores a 50 km. Com a disponibilidade de uma infraestrutura de rede elétrica inteligente (smart grid) para os usuários, a parte principal do problema atual da bateria estaria resolvido, pois, assim como fazemos com os telefones celulares, bastará recarregar as baterias para voltar a utilizá-los quando a carga estiver baixa. É por isso que a contribuição dos fornecedores de eletricidade é também muito importante. Além disso, as baterias poderão continuar sendo um problema dos VEs, mas este é o único e, por isso, precisamos olhar para as outras vantagens que eles apresentam", recomenda.
O diretor da Michelin aproveita para divulgar a 10ª edição Challenge Bibendum que será realizada no Brasil, no Rio de Janeiro, em 2010. Pela primeira vez na América do Sul, o evento está agendado para o período de 30 de maio e 2 de junho no circuito de Jacarepaguá e no centro de exposições Rio Centro. O Challenge Bibendum reunirá empresários, acadêmicos, pesquisadores e representantes da indústria automobilística do mundo inteiro.
Sobre o seminário
O seminário terá tradução simultânea português-inglês, pois contará com a presença de especialistas internacionais no setor de veículos elétricos, como o diretor executivo da Electric Mobility Canadá, que como Key Note Speaker, falará sobre as ações da Associação Canadense de Veículos Elétricos, criada para promover o uso desses automóveis naquele país.
Para a discussão sobre a relação dos VEs e as concessionárias elétricas do Brasil foram convidados Paulo Cezar Tavares, vice-presidente de Gestão de Energia da CPFL Energia; Carlos Alberto Affonso, diretor administrativo-financeiro da UTENF; José Luiz Alquéres, presidente da LIGHT; Antonio Otelo Cardoso, diretor técnico executivo da Itaipu Binacional, e o presidente do Conselho Diretor da ABRADEE, Firmino Ferreira Sampaio, que coordenará o painel dedicado a esse tema.
Sobre a contribuição dos VEs para a redução das emissões urbanas e gases de efeito-estufa (painel Veículos elétricos: meio ambiente e responsabilidade social) deverão participar das discussões um dos fundadores da ABVE e seu primeiro presidente, Antonio Nunes Júnior; o chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica e professor de Patologia da USP - Universidade de São Paulo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, e a diretora da ELETRA e da METRA, Maria Beatriz Setti Braga.
Sobre o tema Veículos elétricos e as montadoras brasileiras deverão participar dos
debates o gerente do departamento de Indústria Pesada do BNDES, Paulo Castor de Castro; o diretor de Desenvolvimento da FIAT, Carlos Eugênio Fonseca Dutra. E, para as discussões sobre os "novos atores brasileiros" desse mercado foram convidados o gerente da ABDI - Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial, Roberto dos Reis Alvarez; o presidente da Tutto Trasporti, Agenor Boff; o gerente da WEG Automação, Valter Luiz Knihs; e o diretor executivo da Zeppini, Paulo Rogério Fernandes.
Sobre a exposição e o workshop
Instalada em um espaço de 524 metros quadrados, a exposição reunirá exemplos de veículos elétricos, bem como de componentes e serviços. A exposição será aberta ao público a partir das 12h do dia 9 de novembro.
O 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos acontecerá dia 9 de novembro, das 8h às 18h. A abertura dos trabalhos reunirá o coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia - SETEC/MCT, Eduardo Soriano Lousada; o diretor da EPE (Empresa de Pesquisa de Energética), Amilcar Gonçalves Guerreiro; o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior; e o diretor geral do INEE e presidente do Conselho Diretor da ABVE, Jayme Buarque de Hollanda.
Durante todo o dia os profissionais discutirão questões do desenvolvimento tecnológico e as implicações dos veículos elétricos nas pesquisas e no ensino. Entre os temas estão os desafios para a política científico-tecnológica relacionada aos veículos elétricos, a acumulação de energia neste tipo de veículo e os motores e controles dos VEs.
Serviço
VE2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos
Data: de 9 a 11 de novembro
Horário: 8h30 às 18h
Endereço: Espaço CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera), em Campinas, São Paulo, Brasil
Informações: telefone (21) 2532-1389, site www.ve.org.br ou pelos e-mails inee@inee.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email e abve@abve.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
www.segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Vera Longuini
21-Out-2009
Responsável pelo rali rodoviário Challenge Bibendum, Jean Pierre Lamour, afirma que o empenho da indústria automobilística e o estímulo dos governos de diversos países acenam para uma tendência de crescimento de VEs no mercado mundial.
Ele estará em novembro no Brasil para participar do 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos realizado pelo INEE - Instituto Nacional de Veículos Elétricos e pela ABVE - Associação Brasileira de Veículos Elétricos
Embora a bateria seja o principal problema dos Veículos Elétricos, as indústrias do setor farão grandes avanços e, em 10 anos, os VEs revolucionarão o mercado mundial. A previsão é do diretor do Challenge Bibendum - rali rodoviário criado pela Michelin para mostrar o empenho da indústria automobilística em favor de uma mobilidade sustentável -, Jean Pierre Lamour. O especialista em veículos não poluentes virá ao Brasil para participar do 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos que será realizado no Espaço CPFL Cultura, em Campinas, interior de São Paulo, entre os dias 9 e 11 de novembro. Ele falará no dia 11, às 8h30, sobre o tema Veículos Elétricos no Challenge Bibendum.
De acordo com Lamour, os carros a bateria e híbridos já correspondem a uma fatia de 1% a 1,5% do mercado mundial. Sua previsão é a ocupação do mercado automobilístico por um percentual entre 10 a 15% (7 a 10 milhões de carros / ano) de VEs, o que já significará uma revolução se considerados os 100 anos de quase 100% da utilização dos carros à combustão.
"Os VEs são bem adaptados para usos especializados. As empresas de eletricidade, juntamente com os poderes públicos, estão trabalhando nas infraestruturas necessárias. Até mesmo algumas companhias de petróleo, como a Petrobrás, estão implementando estações de recarga. Muitos governos estão incentivando os clientes de e-car na medida em que eles estão contribuindo para melhorar a qualidade de vida para todos, principalmente nas zonas densamente povoadas. Os incentivos vêm de subsídios e de reduções fiscais e do acesso exclusivo aos centros urbanos para veículos com emissões zero", enumera.
Para ele, a indústria automobilística já reconhece a necessidade de energias alternativas e a tendência, segundo ele, é de crescimento do número de veículos elétricos no mercado. "Os veículos elétricos já despertavam interesse nas décadas de 1970 e 1990, mas nunca tivemos tantos participantes envolvidos. Hoje, todos os fabricantes têm, em seus planos de produção, veículos elétricos a bateria e/ou carros híbridos (carros elétricos com gerador a bordo). Muitas empresas recém-chegadas no mercado aproveitam a oportunidade para aderir à indústria automobilística de carros elétricos e inúmeras associações e empresas de energia elétrica estão fazendo lobby para acelerar o processo. É a primeira vez que vemos tantos governos ao redor do mundo apoiando financeiramente o desenvolvimento das baterias e carros elétricos", diz.
Uso específico
Lamour destaca que não se trata da substituição de todos os carros a gasolina por elétricos. Desta forma, sugere que a prioridade deve ser para o desenvolvimento de uma oferta de produto muito atraente e bem adaptada às condições de serviços específicas: viagens relativamente curtas, passeios urbanos e veículos de entrega, juntamente com alguns carros de luxo, já que a emoção desempenha um importante papel no mercado automobilístico.
Além disso, nos países desenvolvidos, as empresas de serviços estão criando novos modelos de negócios para fornecer aos usuários os veículos concebidos para utilizações específicas por meio do compartilhamento de carros ("car sharing"), e dos sistemas de "leasing", dando preferência para uso otimizado de um carro ao invés de sua propriedade.
Baterias
Para o diretor da Michelin a acumulação de energia nos VEs é - e deve continuar sendo - o problema destes automóveis. No entanto, ele destaca que parte do problema é a constante comparação com o combustível convencional, que, embora apresente uma densidade energética muito alta e, portanto, uma fácil acumulação, tem também seus inconvenientes se comparado à eletricidade.
O principal problema das baterias (peso e custo) depende da quantidade de energia que se pretende acumular com relação à distância do deslocamento entre duas recargas. Mas ele acredita que, em vista dos estímulos para a indústria de baterias para veículos elétricos vem recebendo, haverá grande progresso para se avançar os limites desse problema.
Lamour lembra que, mesmo hoje, já existem diversas formas de uso do carro elétrico com consumo entre 10 ou 15 kWh (com autonomia de 70 a 100 km) ou com uma menor quantidade de kWh no caso dos carros híbridos. "Temos que pensar que a infraestrutura rodoviária é organizada e que a nossa mente está formatada para carros à gasolina, pois não queremos parar para reabastecer a cada 100km. Por outro lado, temos que considerar que a eletricidade está disponível em quase toda parte e que muitas viagens são por distâncias curtas, inferiores a 50 km. Com a disponibilidade de uma infraestrutura de rede elétrica inteligente (smart grid) para os usuários, a parte principal do problema atual da bateria estaria resolvido, pois, assim como fazemos com os telefones celulares, bastará recarregar as baterias para voltar a utilizá-los quando a carga estiver baixa. É por isso que a contribuição dos fornecedores de eletricidade é também muito importante. Além disso, as baterias poderão continuar sendo um problema dos VEs, mas este é o único e, por isso, precisamos olhar para as outras vantagens que eles apresentam", recomenda.
O diretor da Michelin aproveita para divulgar a 10ª edição Challenge Bibendum que será realizada no Brasil, no Rio de Janeiro, em 2010. Pela primeira vez na América do Sul, o evento está agendado para o período de 30 de maio e 2 de junho no circuito de Jacarepaguá e no centro de exposições Rio Centro. O Challenge Bibendum reunirá empresários, acadêmicos, pesquisadores e representantes da indústria automobilística do mundo inteiro.
Sobre o seminário
O seminário terá tradução simultânea português-inglês, pois contará com a presença de especialistas internacionais no setor de veículos elétricos, como o diretor executivo da Electric Mobility Canadá, que como Key Note Speaker, falará sobre as ações da Associação Canadense de Veículos Elétricos, criada para promover o uso desses automóveis naquele país.
Para a discussão sobre a relação dos VEs e as concessionárias elétricas do Brasil foram convidados Paulo Cezar Tavares, vice-presidente de Gestão de Energia da CPFL Energia; Carlos Alberto Affonso, diretor administrativo-financeiro da UTENF; José Luiz Alquéres, presidente da LIGHT; Antonio Otelo Cardoso, diretor técnico executivo da Itaipu Binacional, e o presidente do Conselho Diretor da ABRADEE, Firmino Ferreira Sampaio, que coordenará o painel dedicado a esse tema.
Sobre a contribuição dos VEs para a redução das emissões urbanas e gases de efeito-estufa (painel Veículos elétricos: meio ambiente e responsabilidade social) deverão participar das discussões um dos fundadores da ABVE e seu primeiro presidente, Antonio Nunes Júnior; o chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica e professor de Patologia da USP - Universidade de São Paulo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, e a diretora da ELETRA e da METRA, Maria Beatriz Setti Braga.
Sobre o tema Veículos elétricos e as montadoras brasileiras deverão participar dos
debates o gerente do departamento de Indústria Pesada do BNDES, Paulo Castor de Castro; o diretor de Desenvolvimento da FIAT, Carlos Eugênio Fonseca Dutra. E, para as discussões sobre os "novos atores brasileiros" desse mercado foram convidados o gerente da ABDI - Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial, Roberto dos Reis Alvarez; o presidente da Tutto Trasporti, Agenor Boff; o gerente da WEG Automação, Valter Luiz Knihs; e o diretor executivo da Zeppini, Paulo Rogério Fernandes.
Sobre a exposição e o workshop
Instalada em um espaço de 524 metros quadrados, a exposição reunirá exemplos de veículos elétricos, bem como de componentes e serviços. A exposição será aberta ao público a partir das 12h do dia 9 de novembro.
O 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos acontecerá dia 9 de novembro, das 8h às 18h. A abertura dos trabalhos reunirá o coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia - SETEC/MCT, Eduardo Soriano Lousada; o diretor da EPE (Empresa de Pesquisa de Energética), Amilcar Gonçalves Guerreiro; o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior; e o diretor geral do INEE e presidente do Conselho Diretor da ABVE, Jayme Buarque de Hollanda.
Durante todo o dia os profissionais discutirão questões do desenvolvimento tecnológico e as implicações dos veículos elétricos nas pesquisas e no ensino. Entre os temas estão os desafios para a política científico-tecnológica relacionada aos veículos elétricos, a acumulação de energia neste tipo de veículo e os motores e controles dos VEs.
Serviço
VE2009 - 6º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos e 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos
Data: de 9 a 11 de novembro
Horário: 8h30 às 18h
Endereço: Espaço CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera), em Campinas, São Paulo, Brasil
Informações: telefone (21) 2532-1389, site www.ve.org.br ou pelos e-mails inee@inee.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email e abve@abve.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Aracaju ganha ciclovias e uso da bicicleta se populariza
Já são 56,4 km de ciclovias em Aracaju e o efeito da constante ampliação da malha cicloviária é o significativo aumento do número de pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Com menos carros nas ruas, o trânsito na cidade melhora e a população tem mais qualidade de vida. O ar fica mais puro, o estresse do dia a dia diminui e as pessoas acabam adotando hábitos mais saudáveis.
Em 2010, a extensão da rede cicloviária da capital sergipana deve aumentar com a construção de mais 5,5 km de ciclovias, ligando a Atalaia à Beira Mar. Desde 2001, a Prefeitura de Aracaju investiu mais de R$ 11 milhões na ampliação e estruturação de vias exclusivas para ciclistas. Nossa malha já é a maior do Nordeste e uma das maiores do país, proporcionalmente. Para termos uma ideia, São Paulo tem apenas 4 km, destaca o coordenador de ciclomobilidade da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Fabrício Lacerda.
A política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte foi adotada pela prefeitura há quase oito anos e tem se refletido na crescente popularização do ciclismo em Aracaju. Além da construção de ciclovias, o município vem priorizando outras ações estratégicas, como a criação de bicicletários. No mês passado, dois foram instalados nas praças Fausto Cardoso e General Valadão, no Centro da cidade.
Os dois bicicletários têm juntos 40 vagas e seguem os padrões adotados mundialmente, sendo equipados com paraciclos duplos (barras de ferro onde as bicicletas ficam presas por correias), gradil de proteção e placas sinalizadoras. De acordo com Fabrício Lacerda, o benefício será estendido a praças, praias e outros locais estratégicos.
A prefeitura tem uma política muito efetiva de fomento do uso da bicicleta. Planejamos instalar paraciclos, que são eficientes e mais baratos que os bicicletários, nos calçadões do Centro, nas praias, praças e outros pontos da cidade, antecipa o coordenador de ciclomobilidade.
Acidentes
Com a construção de ciclovias e instalação de bicicletários, associadas à fiscalização do uso desses espaços e à realização de campanhas educativas, o município tem conseguido garantir conforto e segurança aos ciclistas. Prova disso é a redução do número de acidentes envolvendo bicicletas. Enquanto no primeiro semestre de 2008 foram 138 registros, nos seis primeiros meses deste ano a SMTT contabilizou 69 ocorrências, o que representa uma queda de 50%.
Para Fabrício Lacerda, a orientação é um elemento fundamental. Através de atividades e palestras em escolas e empresas, as equipes da SMTT informam os cidadãos sobre os principais cuidados que o ciclista deve ter no trânsito. De acordo com dados da coordenação de ciclomobilidade, mais de 90% dos trabalhadores que utilizam bicicletas como meio de transporte são funcionários ligados à construção civil.
Sempre tentamos entrar em contato com as construtoras para fazer palestras educativas junto a esses trabalhadores, que constituem grande parte dos usuários das ciclovias. Também fazemos essa atividade em escolas, já que crianças e adolescentes também utilizam bastante a bicicleta para ir à aula, explica o coordenador.
Em 2010, a extensão da rede cicloviária da capital sergipana deve aumentar com a construção de mais 5,5 km de ciclovias, ligando a Atalaia à Beira Mar. Desde 2001, a Prefeitura de Aracaju investiu mais de R$ 11 milhões na ampliação e estruturação de vias exclusivas para ciclistas. Nossa malha já é a maior do Nordeste e uma das maiores do país, proporcionalmente. Para termos uma ideia, São Paulo tem apenas 4 km, destaca o coordenador de ciclomobilidade da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Fabrício Lacerda.
A política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte foi adotada pela prefeitura há quase oito anos e tem se refletido na crescente popularização do ciclismo em Aracaju. Além da construção de ciclovias, o município vem priorizando outras ações estratégicas, como a criação de bicicletários. No mês passado, dois foram instalados nas praças Fausto Cardoso e General Valadão, no Centro da cidade.
Os dois bicicletários têm juntos 40 vagas e seguem os padrões adotados mundialmente, sendo equipados com paraciclos duplos (barras de ferro onde as bicicletas ficam presas por correias), gradil de proteção e placas sinalizadoras. De acordo com Fabrício Lacerda, o benefício será estendido a praças, praias e outros locais estratégicos.
A prefeitura tem uma política muito efetiva de fomento do uso da bicicleta. Planejamos instalar paraciclos, que são eficientes e mais baratos que os bicicletários, nos calçadões do Centro, nas praias, praças e outros pontos da cidade, antecipa o coordenador de ciclomobilidade.
Acidentes
Com a construção de ciclovias e instalação de bicicletários, associadas à fiscalização do uso desses espaços e à realização de campanhas educativas, o município tem conseguido garantir conforto e segurança aos ciclistas. Prova disso é a redução do número de acidentes envolvendo bicicletas. Enquanto no primeiro semestre de 2008 foram 138 registros, nos seis primeiros meses deste ano a SMTT contabilizou 69 ocorrências, o que representa uma queda de 50%.
Para Fabrício Lacerda, a orientação é um elemento fundamental. Através de atividades e palestras em escolas e empresas, as equipes da SMTT informam os cidadãos sobre os principais cuidados que o ciclista deve ter no trânsito. De acordo com dados da coordenação de ciclomobilidade, mais de 90% dos trabalhadores que utilizam bicicletas como meio de transporte são funcionários ligados à construção civil.
Sempre tentamos entrar em contato com as construtoras para fazer palestras educativas junto a esses trabalhadores, que constituem grande parte dos usuários das ciclovias. Também fazemos essa atividade em escolas, já que crianças e adolescentes também utilizam bastante a bicicleta para ir à aula, explica o coordenador.
Campo Grande-MS: Audiência em novembro vai discutir ciclovias.
A Câmara Municipal de Campo Grande realiza no próximo dia 18 de novembro (quarta-feira), às 19 horas, uma audiência pública para debater o tema: “Ciclovias e Ciclofaixas – A solução para o transporte de Campo Grande?”.
O debate está sendo promovido pelo vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB) e pela Comissão de Transporte e Trânsito. A audiência pública será realizada no Plenário Oliva Enciso, na sede da Casa de Leis, localizada na Avenida Ricardo Brandão, nº 1.600, bairro Jatiuka Park.
O vereador Ribeiro convida toda a população e a sociedade civil organizada para participar do debate sobre a importância de ciclovias interligando os bairros ao centro de Campo Grande – uma luta antiga do parlamentar.
Do site MS notícias
O debate está sendo promovido pelo vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB) e pela Comissão de Transporte e Trânsito. A audiência pública será realizada no Plenário Oliva Enciso, na sede da Casa de Leis, localizada na Avenida Ricardo Brandão, nº 1.600, bairro Jatiuka Park.
O vereador Ribeiro convida toda a população e a sociedade civil organizada para participar do debate sobre a importância de ciclovias interligando os bairros ao centro de Campo Grande – uma luta antiga do parlamentar.
Do site MS notícias
Artgo muito bom de dirigente da ANTP leiam
Automóveis e sustentabilidades
Em 2007 o governo e a indústria automobilística comemoraram a fabricação dos 50 milhões de veículos em 50 anos, colocando o Brasil no 9º lugar entre os produtores e 11º exportador mundial. A Anfavea dizia que os próximos 50 milhões deveriam acontecer em 15 anos, caso o governo desse ''estímulo ao consumo interno, apoio à engenharia e incentivo à produção e exportação''.
Os automóveis e as motocicletas estão no centro da crise de mobilidade, figurando entre as principais causas dos congestionamentos, do aumento da poluição e dos acidentes com mortos e feridos, com as cidades pagando alto custo, principalmente os usuários de transportes coletivos. Em 1998, pesquisa sobre congestionamentos em dez capitais, do Ipea/ANTP, apontava um custo de R$ 5 bilhões, responsável por 15% de aumento das tarifas públicas.
Enquanto o transporte público urbano espera por medidas de desoneração tributária, justiça social nos pagamentos das gratuidades - hoje pagas pelos usuários - e investimentos em infraestrutura, o governo federal e os estados de São Paulo e Minas Gerais injetaram R$ 8,5 bilhões para manter os financiamentos para automóveis, sob pretexto de que seu bom desempenho favorece a economia,.
Em 2008 os fabricantes de automóveis foram ajudados pela isenção da Cide-combustíveis, pela redução da alíquota do IOF na compra de motocicletas, motonetas e ciclonetas por pessoas físicas, e pela redução do IPI da indústria automobilística, representando importantes renúncias fiscais. A Fenabrave festejou um crescimento de 27,8% nas vendas entre 2006 e 2007, atingindo 2,3 milhões de automóveis comercializados. Em 2008 festejou novo recorde, o maior da história, crescendo 14% sobre 2007 (de 2,3 milhões para 2,6 milhões), a despeito da crise internacional que afetou profundamente a indústria automobilística em todo o mundo.
Os dados são contundentes quanto às perdas sociais e econômicas que esse modelo de mobilidade promove no país: o transporte público, uma solução sustentável e que cria cidades mais baratas e eficientes, recebe seu primeiro golpe, quando a Constituição passa a competência para os municípios investirem e gerirem os transportes públicos, sem prover os recursos condizentes, além de inviabilizar as propostas de se criar um fundo de investimentos permanente para essa política. Nessa política rodoviarista e focada nos automóveis, houve o fim dos bondes, as ferrovias urbanas foram sucateadas, e os ônibus perderam 20 bilhões de passageiros entre 1992 e 2005, deixando de arrecadar R$ 29 bilhões (ANTP) .
Como o uso do automóvel relaciona-se à renda da população, fica claro o abismo existente entre o consumo dos que ganham até R$ 250 e mais de R$ 3.600: para os últimos, o consumo de energia é 9 vezes maior, o de combustível 11 vezes, despejam 14 vezes mais poluentes no meio ambiente e 15 vezes mais acidentes de trânsito. Comparando o transporte público com os automóveis, vemos mais absurdos: os automóveis são responsáveis por 83% dos acidentes; 76% da poluição e sofrem apenas 38% dos congestionamentos dos quais são a maior causa, enquanto os que usam transporte público sofrem 62%.
Com relação aos subsídios totais ao transporte urbano nas regiões metropolitanas por modo: autos/motos/táxi recebem de R$ 10,7 bilhões a R$ 24,3 bilhões/ano (86% dos recursos), enquanto os transportes públicos recebem de R$ 2 bilhões a R$ 3,9 bilhões (14%), apesar de transportarem 31% das viagens contra 30% dos automóveis. Esses subsídios referem-se apenas à compra e licenciamento de veículos, operação direta, estacionamento e externalidades não cobradas (poluição, acidentes, congestionamento).
Embora não haja aqui espaço para se aprofundar sobre o que levou o país a optar por essa política de mobilidade centrada nos automóveis, que aumenta a exclusão social e a poluição e promove um genocídio no trânsito, é possível demonstrar que há soluções, mas que pressupõem vontade política, responsabilidade pelo futuro das próximas gerações e pela sustentabilidade do planeta. Para isso, utilizarei algumas das propostas apresentadas pelo MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de qualidade para todos) na 8ª Jornada Brasileira Na cidade, sem meu carro, cuja campanha era ''a rua é das pessoas e não dos carros'': 1. Transformar os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, ou em jardins, limitando o estacionamento nos centros urbanos aos residentes; 2. Garantir que todo investimento em novas ruas, incluindo os viadutos, seja para pedestres, ônibus e bicicletas; 3. Utilizar faixas de vias, hoje dos automóveis, para implantar corredores exclusivos de ônibus, e que esses sejam fiscalizados para não serem invadidos; 4. Criar um fundo de mobilidade urbana municipal com recursos provenientes da Cide-combustível, de pedágios urbanos e da taxação de estacionamentos, prestando conta publicamente, todo ano, da sua aplicação; 5. Promover o planejamento racional das ruas pela prefeitura, integrando as linhas de ônibus, as bicicletas, as calçadas acessíveis e os carros às linhas de ferrovia e metrô e aos corredores exclusivos de ônibus.
Nosso sonho é construir cidades em que os vários espaços sociais sejam valorizados, promovendo a inclusão da cidade real .
Nazareno Stanislau Affonso
Coordenador do MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade) e do escritório da ANTP Brasília, diretor do Instituto RUAVIVA, integrante do Conselho das Cidades e da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana.
Originalmente publicado na Revista Desafios.
Em 2007 o governo e a indústria automobilística comemoraram a fabricação dos 50 milhões de veículos em 50 anos, colocando o Brasil no 9º lugar entre os produtores e 11º exportador mundial. A Anfavea dizia que os próximos 50 milhões deveriam acontecer em 15 anos, caso o governo desse ''estímulo ao consumo interno, apoio à engenharia e incentivo à produção e exportação''.
Os automóveis e as motocicletas estão no centro da crise de mobilidade, figurando entre as principais causas dos congestionamentos, do aumento da poluição e dos acidentes com mortos e feridos, com as cidades pagando alto custo, principalmente os usuários de transportes coletivos. Em 1998, pesquisa sobre congestionamentos em dez capitais, do Ipea/ANTP, apontava um custo de R$ 5 bilhões, responsável por 15% de aumento das tarifas públicas.
Enquanto o transporte público urbano espera por medidas de desoneração tributária, justiça social nos pagamentos das gratuidades - hoje pagas pelos usuários - e investimentos em infraestrutura, o governo federal e os estados de São Paulo e Minas Gerais injetaram R$ 8,5 bilhões para manter os financiamentos para automóveis, sob pretexto de que seu bom desempenho favorece a economia,.
Em 2008 os fabricantes de automóveis foram ajudados pela isenção da Cide-combustíveis, pela redução da alíquota do IOF na compra de motocicletas, motonetas e ciclonetas por pessoas físicas, e pela redução do IPI da indústria automobilística, representando importantes renúncias fiscais. A Fenabrave festejou um crescimento de 27,8% nas vendas entre 2006 e 2007, atingindo 2,3 milhões de automóveis comercializados. Em 2008 festejou novo recorde, o maior da história, crescendo 14% sobre 2007 (de 2,3 milhões para 2,6 milhões), a despeito da crise internacional que afetou profundamente a indústria automobilística em todo o mundo.
Os dados são contundentes quanto às perdas sociais e econômicas que esse modelo de mobilidade promove no país: o transporte público, uma solução sustentável e que cria cidades mais baratas e eficientes, recebe seu primeiro golpe, quando a Constituição passa a competência para os municípios investirem e gerirem os transportes públicos, sem prover os recursos condizentes, além de inviabilizar as propostas de se criar um fundo de investimentos permanente para essa política. Nessa política rodoviarista e focada nos automóveis, houve o fim dos bondes, as ferrovias urbanas foram sucateadas, e os ônibus perderam 20 bilhões de passageiros entre 1992 e 2005, deixando de arrecadar R$ 29 bilhões (ANTP) .
Como o uso do automóvel relaciona-se à renda da população, fica claro o abismo existente entre o consumo dos que ganham até R$ 250 e mais de R$ 3.600: para os últimos, o consumo de energia é 9 vezes maior, o de combustível 11 vezes, despejam 14 vezes mais poluentes no meio ambiente e 15 vezes mais acidentes de trânsito. Comparando o transporte público com os automóveis, vemos mais absurdos: os automóveis são responsáveis por 83% dos acidentes; 76% da poluição e sofrem apenas 38% dos congestionamentos dos quais são a maior causa, enquanto os que usam transporte público sofrem 62%.
Com relação aos subsídios totais ao transporte urbano nas regiões metropolitanas por modo: autos/motos/táxi recebem de R$ 10,7 bilhões a R$ 24,3 bilhões/ano (86% dos recursos), enquanto os transportes públicos recebem de R$ 2 bilhões a R$ 3,9 bilhões (14%), apesar de transportarem 31% das viagens contra 30% dos automóveis. Esses subsídios referem-se apenas à compra e licenciamento de veículos, operação direta, estacionamento e externalidades não cobradas (poluição, acidentes, congestionamento).
Embora não haja aqui espaço para se aprofundar sobre o que levou o país a optar por essa política de mobilidade centrada nos automóveis, que aumenta a exclusão social e a poluição e promove um genocídio no trânsito, é possível demonstrar que há soluções, mas que pressupõem vontade política, responsabilidade pelo futuro das próximas gerações e pela sustentabilidade do planeta. Para isso, utilizarei algumas das propostas apresentadas pelo MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de qualidade para todos) na 8ª Jornada Brasileira Na cidade, sem meu carro, cuja campanha era ''a rua é das pessoas e não dos carros'': 1. Transformar os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, ou em jardins, limitando o estacionamento nos centros urbanos aos residentes; 2. Garantir que todo investimento em novas ruas, incluindo os viadutos, seja para pedestres, ônibus e bicicletas; 3. Utilizar faixas de vias, hoje dos automóveis, para implantar corredores exclusivos de ônibus, e que esses sejam fiscalizados para não serem invadidos; 4. Criar um fundo de mobilidade urbana municipal com recursos provenientes da Cide-combustível, de pedágios urbanos e da taxação de estacionamentos, prestando conta publicamente, todo ano, da sua aplicação; 5. Promover o planejamento racional das ruas pela prefeitura, integrando as linhas de ônibus, as bicicletas, as calçadas acessíveis e os carros às linhas de ferrovia e metrô e aos corredores exclusivos de ônibus.
Nosso sonho é construir cidades em que os vários espaços sociais sejam valorizados, promovendo a inclusão da cidade real .
Nazareno Stanislau Affonso
Coordenador do MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade) e do escritório da ANTP Brasília, diretor do Instituto RUAVIVA, integrante do Conselho das Cidades e da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana.
Originalmente publicado na Revista Desafios.
Belo Horizonte-MG apresenta pacote da Copa
Sistema de ônibus rápido é visto como prioridade, assim como o metrô
Andréa Silva
Os projetos de revitalização e qualificação de Belo Horizonte e de modernização do transporte público municipal, que fazem parte do pacote elaborado para a cidade sediar a Copa de 2014, foram apresentados ontem à tarde em uma audiência pública realizada na Câmara Municipal.
Entre as proposta exibidas, a expansão do metrô e a construção da nova rodoviária. Também foram exibidos os planos para a implantação do BRT (Bus Repit Transit), sistema de ônibus que circula em calhas, em pistas exclusivas, com capacidade para atender a 200 pessoas por veículo.
"Nosso investimento prioritário é o BRT. O sistema é o melhorar para a cidade", afirma o presidente da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar. Segundo ele, o BRT será implantado primeiro na avenida Antônio Carlos. A expectativa é de que o sistema entre em operação até 2012. "Os recursos já foram garantidos pela prefeitura e aprovados pela Câmara Municipal", disse Cesar.
Sobre o metrô, ele voltou a informar ontem que o projeto de expansão do sistema, inclusive com ideia ligando a Cidade Administrativa (na região Norte da cidade) ao bairro Novo Eldorado (em Contagem), está elaborado. Mas, segundo ele, para que a proposta saia do papel, seria preciso a captação de R$ 2 bilhões em recursos junto ao governo federal.
Quanto à nova rodoviária, Ramon Cesar informou que o desejo da administração municipal é que o terminal seja construído no bairro Calafate (região Oeste), mas que a definição depende de um estudo de impacto em fase de elaboração por uma empresa paulista. A prefeitura prometeu divulgar o resultado do estudo até o fim deste mês.
Quanto a rodoviária atual, o presidente da BHtrans afirmou que ela será revitalizada para operar apenas o transporte municipal e metropolitano. Dentre as propostas apresentadas pela prefeitura, está ainda a revitalização da região da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha.
Conforme o secretário Municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, 12 quarteirões do hipercentro de Belo Horizonte terão os passeios trocados.
"Nosso objetivo é promover melhorias no espaço urbano e nos preparar para receber pessoas de vários lugares do mundo", disse Valadares. De acordo com ele, há planos também para despoluição da lagoa da Pampulha, criação de seis novas ciclovias, com cerca de 62 km de pista. Ainda segundo Valadares, há ainda a proposta de cuidados das praças e dos 69 parques municipais da capital.
Propostas
Transporte
- Expansão do metrô
- Implantação do programa Corta Caminho
- Implantação dos corredores de BRT (inicialmente na avenida Antônio Carlos)
- Gestão inteligente do Transporte Público. Funcionamento com GPS, painéis eletrônicos e câmeras
Estruturação urbana
- Revitalização da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha
- Tratamento da calçada em 12 quarteirões do hipercentro da cidade
- Despoluição da Lagoa da Pampulha
- Melhorias e manutenção em praças e parques públicos
Minientrevista
Thiago Lacerda
Filho do prefeito de BH
voluntário da pBH
Qual é o seu papel nos preparativos da Prefeitura de Belo Horizonte para a Copa de 2014?
Eu sou voluntário na Prefeitura, conforme uma lei federal que permite o voluntariado em qualquer órgão público, e atuo como presidente do Comitê Executivo Municipal de preparação para as Copas de 2013 e 2014. O Comitê conta com um representante de cada secretaria do Núcleo de Gestão, presidido pelo prefeito Marcio Lacerda e criado pela PBH logo depois do anúncio das cidades-sede. Assim, o Comitê é composto por integrantes da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Secretaria Municipal de Planejamento, Secretaria Municipal Adjunta de Esportes, Secretaria Municipal Adjunta de Relações Internacionais, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Empresa Municipal de Turismo (Belotur), Assessoria de Comunicação (Ascom) e Programa BH Metas e Resultados. Eu represento a Ascom e meu trabalho é totalmente dedicado à preparação da cidade para sediar a Copa. Essa mesma estrutura foi criada pelo Governo do Estado para que os trabalhos ocorram em parceria e reuniões em conjunto são feitas quase que semanalmente. Aliás, foi um pedido do prefeito, do governador e do vice-governador que os trabalhos andassem de forma alinhada, em parceria.
Você viajou à Europa para conhecer a logística e estrutura montadas em várias cidades durante a Copa das Confederações de 2005 e o Mundial do ano seguinte. Como foi adquirir experiência europeia?
Eu estava na Europa desde o último dia 23. A PBH tem um acordo de cooperação com a prefeitura de Stuttgart, na Alemanha, onde me reuni com os responsáveis pela preparação da cidade para a Copa de 2006 para discutir o planejamento das questões envolvidas em Copas do Mundo, principalmente a mobilidade, já que eles são referência nessa questão. Em Weggis, na Suíça, onde o Brasil se concentrou em 2006, conheci a estrutura montada para receber a seleção e tive a oportunidade de ver como a cidade foi preparada para receber os turistas brasileiros e europeus. Conheci a logística do hotel e do centro do treinamento e obtive uma referência muito boa porque uma de nossas prioridades é trazer grandes seleções para BH. Também fiz uma visita à FIFA em Zurich para conhecer as instalações e ter contato com as pessoas com as quais vamos trabalhar daqui pra frente. Estive na África do Sul durante a Copa das Confederações deste ano e também tive a oportunidade de conhecer a preparação do país, além de visitar obras de dois estádios com projetos similares ao do Mineirão.
Você trabalha como voluntário nos preparativos da PBH para a Copa de 2014. A viagem à Europa foi paga com recursos próprios ou da PBH?
Todos os meus gastos foram pagos com recursos próprios.
Belo Horizonte foi confirmada como subsede dos Jogos Olímpicos de 2016 e receberá algumas partidas de futebol. Como o seu trabalho de preparação da cidade para a Copa de 2014 vai repercutir dois anos depois?
O fato de BH ser sede da Copa 2014 é um enorme facilitador, porque a cidade vai estar muito bem equipada e preparada, tanto na questão da mobilidade quanto da rede hoteleira, que estará em altíssimo nível. Receber os jogos de futebol durante as Olimpíadas será um grande fruto que vamos colher de todo o trabalho da Copa e a experiência obtida durante a competição vai contar muito.
Como a Prefeitura está se mobilizando para preparar a capital mineira para a Copa de 2014?
Montamos uma equipe que trabalha em conjunto com a equipe do Governo do Estado. Obviamente, o foco principal do Governo do Estado hoje é a reforma do Mineirão, que deve ficar pronto em dezembro de 2012 para receber a Copa das Confederações. Vale ressaltar o excelente trabalho que vem sendo feito por eles neste sentido. E estamos os ajudando no que é possível. Quando estive na África do Sul durante a última Copa das Confederações eles estavam no auge da preparação para a Copa, o que foi muito importante, pois a partir das reuniões lá, definimos uns 20 elementos de trabalho e montamos um grande mapa, a partir do qual definimos os cronogramas, as responsabilidades entre as diversas esferas de governo e as próximas ações.
Atualmente estamos na fase da Preparação pré-Copa, que conta com a infra-estrutura esportiva (reforma do Mineirão, adaptação do Mineirinho e base camps - centros de treinamento oferecidos para as seleções 15 dias antes da competição); infra-estrutura geral e mobilidade (acesso à BH - aeroportos, rodoviária, estradas -, ampliação e reforma dos corredores de trânsito da capital e acesso direto ao Mineirão); serviço turístico e rede de hotelaria; comunicação e marketing e a preparação para a operação do evento em si, como logística e segurança pública. Vamos precisar muito de um voluntariado preparado e sei que a cidade sai na frente principalmente por conta da hospitalidade do mineiro.
Além disso, vamos contratar em breve uma consultoria para trabalhar por quatro meses com os Comitês Executivo e gestor da Prefeitura e do Estado. O objetivo será definir a melhor forma de acompanhar cada projeto, definir como será a gestão compartilhada e alinhar os trabalhos para que tudo siga da melhor maneira possível.
Qual é a sua expectativa para a realização das duas competições mais importantes do esporte em Belo Horizonte?
É a melhor possível, porque teremos oportunidade de melhorar a cidade e a qualidade de vida do cidadão. Independente da Copa, vários projetos estão em andamento na Prefeitura, visando a melhoria da qualidade de vida de todos, como as diversas intervenções viárias, mas é claro que a competição é um fator que ajuda a captar recursos e melhorar diversos aspectos da cidade. Especificamente em relação aos jogos, temos certeza que a cidade terá um papel de destaque na Copa. Além disso, será uma excelente oportunidade para investirmos no esporte como ferramenta fundamental da educação, o que trará muitos frutos a longo prazo.
Publicado em: 21/10/2009, no Jornal O Tempo
Andréa Silva
Os projetos de revitalização e qualificação de Belo Horizonte e de modernização do transporte público municipal, que fazem parte do pacote elaborado para a cidade sediar a Copa de 2014, foram apresentados ontem à tarde em uma audiência pública realizada na Câmara Municipal.
Entre as proposta exibidas, a expansão do metrô e a construção da nova rodoviária. Também foram exibidos os planos para a implantação do BRT (Bus Repit Transit), sistema de ônibus que circula em calhas, em pistas exclusivas, com capacidade para atender a 200 pessoas por veículo.
"Nosso investimento prioritário é o BRT. O sistema é o melhorar para a cidade", afirma o presidente da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar. Segundo ele, o BRT será implantado primeiro na avenida Antônio Carlos. A expectativa é de que o sistema entre em operação até 2012. "Os recursos já foram garantidos pela prefeitura e aprovados pela Câmara Municipal", disse Cesar.
Sobre o metrô, ele voltou a informar ontem que o projeto de expansão do sistema, inclusive com ideia ligando a Cidade Administrativa (na região Norte da cidade) ao bairro Novo Eldorado (em Contagem), está elaborado. Mas, segundo ele, para que a proposta saia do papel, seria preciso a captação de R$ 2 bilhões em recursos junto ao governo federal.
Quanto à nova rodoviária, Ramon Cesar informou que o desejo da administração municipal é que o terminal seja construído no bairro Calafate (região Oeste), mas que a definição depende de um estudo de impacto em fase de elaboração por uma empresa paulista. A prefeitura prometeu divulgar o resultado do estudo até o fim deste mês.
Quanto a rodoviária atual, o presidente da BHtrans afirmou que ela será revitalizada para operar apenas o transporte municipal e metropolitano. Dentre as propostas apresentadas pela prefeitura, está ainda a revitalização da região da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha.
Conforme o secretário Municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, 12 quarteirões do hipercentro de Belo Horizonte terão os passeios trocados.
"Nosso objetivo é promover melhorias no espaço urbano e nos preparar para receber pessoas de vários lugares do mundo", disse Valadares. De acordo com ele, há planos também para despoluição da lagoa da Pampulha, criação de seis novas ciclovias, com cerca de 62 km de pista. Ainda segundo Valadares, há ainda a proposta de cuidados das praças e dos 69 parques municipais da capital.
Propostas
Transporte
- Expansão do metrô
- Implantação do programa Corta Caminho
- Implantação dos corredores de BRT (inicialmente na avenida Antônio Carlos)
- Gestão inteligente do Transporte Público. Funcionamento com GPS, painéis eletrônicos e câmeras
Estruturação urbana
- Revitalização da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha
- Tratamento da calçada em 12 quarteirões do hipercentro da cidade
- Despoluição da Lagoa da Pampulha
- Melhorias e manutenção em praças e parques públicos
Minientrevista
Thiago Lacerda
Filho do prefeito de BH
voluntário da pBH
Qual é o seu papel nos preparativos da Prefeitura de Belo Horizonte para a Copa de 2014?
Eu sou voluntário na Prefeitura, conforme uma lei federal que permite o voluntariado em qualquer órgão público, e atuo como presidente do Comitê Executivo Municipal de preparação para as Copas de 2013 e 2014. O Comitê conta com um representante de cada secretaria do Núcleo de Gestão, presidido pelo prefeito Marcio Lacerda e criado pela PBH logo depois do anúncio das cidades-sede. Assim, o Comitê é composto por integrantes da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Secretaria Municipal de Planejamento, Secretaria Municipal Adjunta de Esportes, Secretaria Municipal Adjunta de Relações Internacionais, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Empresa Municipal de Turismo (Belotur), Assessoria de Comunicação (Ascom) e Programa BH Metas e Resultados. Eu represento a Ascom e meu trabalho é totalmente dedicado à preparação da cidade para sediar a Copa. Essa mesma estrutura foi criada pelo Governo do Estado para que os trabalhos ocorram em parceria e reuniões em conjunto são feitas quase que semanalmente. Aliás, foi um pedido do prefeito, do governador e do vice-governador que os trabalhos andassem de forma alinhada, em parceria.
Você viajou à Europa para conhecer a logística e estrutura montadas em várias cidades durante a Copa das Confederações de 2005 e o Mundial do ano seguinte. Como foi adquirir experiência europeia?
Eu estava na Europa desde o último dia 23. A PBH tem um acordo de cooperação com a prefeitura de Stuttgart, na Alemanha, onde me reuni com os responsáveis pela preparação da cidade para a Copa de 2006 para discutir o planejamento das questões envolvidas em Copas do Mundo, principalmente a mobilidade, já que eles são referência nessa questão. Em Weggis, na Suíça, onde o Brasil se concentrou em 2006, conheci a estrutura montada para receber a seleção e tive a oportunidade de ver como a cidade foi preparada para receber os turistas brasileiros e europeus. Conheci a logística do hotel e do centro do treinamento e obtive uma referência muito boa porque uma de nossas prioridades é trazer grandes seleções para BH. Também fiz uma visita à FIFA em Zurich para conhecer as instalações e ter contato com as pessoas com as quais vamos trabalhar daqui pra frente. Estive na África do Sul durante a Copa das Confederações deste ano e também tive a oportunidade de conhecer a preparação do país, além de visitar obras de dois estádios com projetos similares ao do Mineirão.
Você trabalha como voluntário nos preparativos da PBH para a Copa de 2014. A viagem à Europa foi paga com recursos próprios ou da PBH?
Todos os meus gastos foram pagos com recursos próprios.
Belo Horizonte foi confirmada como subsede dos Jogos Olímpicos de 2016 e receberá algumas partidas de futebol. Como o seu trabalho de preparação da cidade para a Copa de 2014 vai repercutir dois anos depois?
O fato de BH ser sede da Copa 2014 é um enorme facilitador, porque a cidade vai estar muito bem equipada e preparada, tanto na questão da mobilidade quanto da rede hoteleira, que estará em altíssimo nível. Receber os jogos de futebol durante as Olimpíadas será um grande fruto que vamos colher de todo o trabalho da Copa e a experiência obtida durante a competição vai contar muito.
Como a Prefeitura está se mobilizando para preparar a capital mineira para a Copa de 2014?
Montamos uma equipe que trabalha em conjunto com a equipe do Governo do Estado. Obviamente, o foco principal do Governo do Estado hoje é a reforma do Mineirão, que deve ficar pronto em dezembro de 2012 para receber a Copa das Confederações. Vale ressaltar o excelente trabalho que vem sendo feito por eles neste sentido. E estamos os ajudando no que é possível. Quando estive na África do Sul durante a última Copa das Confederações eles estavam no auge da preparação para a Copa, o que foi muito importante, pois a partir das reuniões lá, definimos uns 20 elementos de trabalho e montamos um grande mapa, a partir do qual definimos os cronogramas, as responsabilidades entre as diversas esferas de governo e as próximas ações.
Atualmente estamos na fase da Preparação pré-Copa, que conta com a infra-estrutura esportiva (reforma do Mineirão, adaptação do Mineirinho e base camps - centros de treinamento oferecidos para as seleções 15 dias antes da competição); infra-estrutura geral e mobilidade (acesso à BH - aeroportos, rodoviária, estradas -, ampliação e reforma dos corredores de trânsito da capital e acesso direto ao Mineirão); serviço turístico e rede de hotelaria; comunicação e marketing e a preparação para a operação do evento em si, como logística e segurança pública. Vamos precisar muito de um voluntariado preparado e sei que a cidade sai na frente principalmente por conta da hospitalidade do mineiro.
Além disso, vamos contratar em breve uma consultoria para trabalhar por quatro meses com os Comitês Executivo e gestor da Prefeitura e do Estado. O objetivo será definir a melhor forma de acompanhar cada projeto, definir como será a gestão compartilhada e alinhar os trabalhos para que tudo siga da melhor maneira possível.
Qual é a sua expectativa para a realização das duas competições mais importantes do esporte em Belo Horizonte?
É a melhor possível, porque teremos oportunidade de melhorar a cidade e a qualidade de vida do cidadão. Independente da Copa, vários projetos estão em andamento na Prefeitura, visando a melhoria da qualidade de vida de todos, como as diversas intervenções viárias, mas é claro que a competição é um fator que ajuda a captar recursos e melhorar diversos aspectos da cidade. Especificamente em relação aos jogos, temos certeza que a cidade terá um papel de destaque na Copa. Além disso, será uma excelente oportunidade para investirmos no esporte como ferramenta fundamental da educação, o que trará muitos frutos a longo prazo.
Publicado em: 21/10/2009, no Jornal O Tempo
Ciclofaixas e Ciclovias:Vereador de São Caetano do Sul propoê construí-las nesta cidade.
Proposta é mais abrangente, pois visa incentivar transporte de bicicletas por um sistema cicloviário interligado na cidade, com ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e paraciclos O vereador Fabio Palacio (PR), vice-líder do Governo na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, protocola indicação visando à criação de ciclofaixas, que trata de uma ligação direta entre os principais pontos de lazer do município. Uma das ideias é implementar aos domingos ciclofaixas ao longo da Avenida Tijucussu, no Bairro Olímpico, interligando a ciclovia da Avenida Presidente Kennedy com a Rua Visconde de Inhaúma. “A proposta é ainda mais abrangente, pois visa criar um sistema cicloviário interligado na cidade, com ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e paraciclos. Queremos que as novas vias públicas, pontes, viadutos e túneis já tenham espaços destinados ao acesso de circulação de bicicletas. A ideia é incentivar este tipo de transporte não só como lazer, mas de forma a contribuir para o desenvolvimento da mobilidade sustentável”, ressalta Palacio. Essa medida é compromisso do vereador junto ao Meio Ambiente, visto que na cidade de São Paulo foi recentemente inaugurada uma ciclofaixa ligando os parques do Povo e Ibirapuera, num trajeto de 5 Km, que funciona aos domingos das 7 às 12 horas e atende uma grande parte da população que utiliza bicicleta como veículo de lazer. A implementação de ciclofaixas em São Caetano é originária de reuniões de prestação de contas do seu mandato que estão sendo realizadas toda semana. “Nada é mais gratificante do que receber ideias e propostas como essa”, diz o vereador. De acordo com a indicação, a ciclofaixa consistirá numa faixa exclusiva destinada à circulação de bicicletas, delimitada por sinalização específica, utilizando parte da pista, conforme previsto no Código Brasileiro de Trânsito. Deverá ser utilizada somente em casos especiais para dar continuidade ao sistema cicloviário ou em parques.
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