segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Natal: Ciclistas em risco,, qualquer semenhança com Recife não é uma mera coincidencia

Da Tribuna do Norte.
Pedalar. Uma maneira saudável de lazer e até de locomoção para o trabalho tem se tornado uma atividade de risco em Natal. Isso porque, sem locais apropriados e seguros para andar de bicicleta nas vias da cidade, os ciclistas têm que dividir o espaço com carros, motocicletas, ônibus e caminhões no trânsito cada vez mais caótico. E o pior, sempre em desvantagem.
Alex RégisAumento do tráfego na cidade prejudica quem usa a bicicleta como forma de lazer ou para ir trabalharAumento do tráfego na cidade prejudica quem usa a bicicleta como forma de lazer ou para ir trabalhar

A reclamação é geral por parte dos adeptos da bicicleta, lojistas do ramo e dos principais representantes do ciclismo potiguar. O alvo é a falta de ciclovias e ciclofaixas, além do descaso recorrente das autoridades.

Para tentar reverter a situação, o presidente da Federação Norte-Rio-Grandense de Ciclismo, Armando Paiva, conta ter sido criado o grupo “Ciclistas em Movimento”, que tem reunião marcada esta semana com o secretário Kelps Lima, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), quando será apresentado sugestões para o Plano Cicloviário de Natal. Eles também ouvirão as propostas da Prefeitura.

“Nosso objetivo é reunir todas as lideranças que existem no meio, representantes de triatlo, corrida de aventura, rally, Ordem dos Advogados do Brasil e outros, para formar um conselho e reunir ideias e formular as reivindicações do movimento ciclístico de Natal”, diz Armando Paiva.

O ciclista e dono de loja de bicicletas, Miguel Júnior, líder de grupos de passeios ciclísticos, comenta que Natal nunca teve um local apropriado para pedalar de forma segura e que já teve muitos amigos vitimados pela falta de consciência dos motoristas. Ele analisa que a criação de ciclovias na cidade só traria benefícios a todos. “As pessoas querem que o trânsito flua melhor, menos poluição e uma qualidade de vida melhor. Mas os políticos só querem sempre ganhar vantagem. O que nós queremos é solução.”

Para o secretário Kelps Lima, antes de instalar ciclovias nas principais ruas da cidade é preciso criar entre os natalenses uma “cultura ciclística”, para que, uma vez criadas as áreas específicas para bicicletas, essas sejam realmente respeitadas pelos condutores de veículos pesados. “Há toda uma lógica a ser seguida. Se você tentar invertê-la, você perde um bom projeto. Vão ficar os motoristas contra os ciclistas”, considera.

“Falta cultura ciclística em Natal”

Reconhecendo ser Natal uma cidade não adequada para o ciclismo e também atrasos na conclusão de um projeto cicloviário para Natal, o secretário Kelps Lima, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), acredita não adiantar fazer a adequação necessária das ruas, instalando ciclovias e ciclofaixas, sem que antes seja desenvolvido um trabalho de conscientização para a criação de uma “cultura ciclística” entre os natalenses.

Em seu entendimento, é preciso primeiro separar os dois públicos que, de fato, hoje, utilizam a bicicleta: os trabalhadores e os que pedalam por saúde e entretenimento. Para cada grupo, propostas diferentes. “Identificamos, principalmente na Zona Norte, uma série de rotas do trabalhador. São circuitos informais que os trabalhadores utilizam para ir ao trabalhado de bicicleta. Estamos preparando um plano de adequação viária para estruturar essas rotas”, revela Kelps.

Já para aqueles que usam a bicicleta com fins de saúde e entretenimento, o secretário adianta que, por enquanto, não há como atender a reivindicação para que sejam implementadas ciclovias em avenidas movimentadas como a Salgado Filho e a Prudente de Morais. “Porque não há uma cultura em Natal para absorver isso”, considera o secretário. “Olha a confusão que deu na Bernardo Vieira porque se priorizou ônibus e tirou um pedaço da faixa dos carros. Agora você imagine tirar um pedaço da faixa para as bicicletas. Imagine o tamanho do tumulto que daria, apesar de ser muito melhor para a cidade.”

Proposta concreta

Dentro da proposta de primeiro criar a tal cultura ciclística nos natalenses, a Semob está ultimando, de acordo com o secretário, um projeto copiado da Prefeitura de São Paulo, chamado Ciclofaixa. Adaptado à nossa realidade e dedicado a quem busca lazer, o plano visa interromper uma das faixas de algumas avenidas, sempre aos domingos, das 7h às 14h, pintando o asfalto desses trechos de vermelho e sinalizando o local com cones. “É um programão para a família”, diz Kelps Lima, adiantando que o projeto deve ser posto em prática em dezembro ou janeiro de 2010. Saiba mais sobre o projeto original no endereço www.ciclofaixa.com.br

A Semob estuda a possibilidade de instalar, inicialmente, o projeto nas avenidas Romualdo Galvão ou na Salgado Filho, com pontos de embarque e desembarque e distribuição de água mineral e brindes. A Salgado Filho, é a preferida do secretário por oferecer maior visibilidade. “Num segundo momento, vamos implantar na Zona Norte, na av. Itapetinga, que é um lugar absolutamente perfeito, e tem uma boa área.” Após essa fase, a proposta é criar, na ZN, a “Rota do Trabalhador”, um projeto de estrutura física de ciclovias — “já que nessa região da cidade há uma taxa de motorização menor, até por uma questão de poder aquisitivo.”

O gráfico João Batista da Silva, 61 anos, diz utilizar a bicicleta como veículo para ir ao trabalho há mais de 35 anos. Morador do conjunto Soledade 2, ele considera a av. Felizardo Moura como um dos mais perigosos em seu trajeto. “Já sofri acidente no trânsito, por isso não relaxo nunca. Ando sempre atento”, comenta.

Problema afeta federação, outras entidades e lojistas

Mesmo reconhecendo um “descaso total” com o ciclismo em Natal, o presidente honorário do Natal Bike Clube, médico Iran Paiva diz já perceber uma relação melhor entre a população natalense e os ciclistas da cidade. Para ele, o nível de consciência tem melhorado e deve evoluir da mesma forma que a questão das faixas de pedestres. “Antes tiravam fino, chegavam a bater nas bicicletas. Um amigo meu, inclusive, levou um murro nas costas, dado por um ocupante de um buggy”, relata.

Porém, mesmo detectando tal mudança comportamental, Iran Paiva acredita não haver ainda uma sensibilização maior do Poder Público para o problema, por mais que ciclistas e entidades do meio se mobilizem e reivindiquem melhorias.

“Não priorizam nada. Na Rota do Sol não tem ciclovia, embora todos vejam a quantidade de pessoas que pedalam por lá. Da mesma forma na Rota do Sol. Mais de cem pessoas se concentram sempre naquele posto de gasolina do início e saem para pedalar. São empresários, industriais, profissionais liberais”, comenta Iran Paiva, considerado um dos grandes incentivadores do ciclismo em Natal.

Segundo o presidente da Federação Norte-Rio-Grandense de Ciclismo, Armando Paiva, o estatuto da entidade prevê que ela seja a interlocutora do ciclismo com o Poder Público, mas que o tema vinha sendo esquecido. “Houve uma omissão de quem realmente deveria fazer isso, que é a própria federação, por requerer muito tempo e dedicação”, comenta ele, acrescentando ainda que antes não havia um número tão grande de carros como há hoje em Natal.

Os donos de lojas de bicicleta também sentem uma queda nas vendas, e atribuem isso ao risco que se corre em pedalar pelas ruas da cidade. “Tem muita gente que tem vontade de comprar uma bicicleta mas tem medo, já que não temos locais adequados para pedalar”, comprova o empresário do ramo, Miguel Júnior.

Armando Paiva também é empresário, dono de loja de tintas. Ele diz dar bicicletas de presente aos seus funcionário, sempre que tem condições para tanto, por acreditar que o fato de vir para o trabalho pedalando ajuda na produtividade. “O pessoal chega para trabalhar mais ativo, adoece pouco. Nos finais de semana, se tiver com a cabeça quente, é só dar uma volta de bicicleta que chega na segunda muito melhor para trabalhar.”

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

MS: Audiência Pública sobre ciclovias resulta em ações positivas

Do portal MS notícias
Izaias Medeiros

Representantes de vários segmentos e a população campo-grandense estiveram presente, na noite desta quarta-feira (18), na Audiência Pública, que debateu sobre a importância de ciclovias interligando os bairros ao centro de Campo Grande, com o tema: “Ciclovias e Ciclofaixas – A solução para o transporte de Campo Grande”.

O evento que foi promovido pelo vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB) e pela Comissão de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal, foi realizada no Plenário Oliva Enciso, da Câmara Municipal de Campo Grande.

Ao abrir a Audiência Pública, o vereador Clemêncio Ribeiro agradeceu a presença de todos e enfatizou sua preocupação com a falta de segurança das pessoas que necessitam da bicicleta como meio de Transporte alternativo.

Na oportunidade, fizeram parte da mesa: o prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho; o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Paulo Siufi; o Diretor-Presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito Rudel Espindola Trindade Júnior; a Diretora-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, Marta Lúcia da Silva Martinez; o Médico Regular e Intervencionista do Samu, Dr° Luiz Antônio Moreira da Costa, o Consultor do Ministério da Saúde, Dr° José Eduardo Cury, além dos vereadores Mario César, Flávio César, Lídio Lopes e Cristóvão Silveira.

O prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, fez uma breve apresentação do mapa geográfico do perímetro urbano da Capital, na qual citou os pontos que já estão sendo contemplados com a implantação de circuitos de ciclovias e ciclofaixas.

De acordo com Nelsinho Trad, o Projeto que já iniciou, visa contemplar essas obras, além da construção de um bicicletário nos terminais de ônibus, onde cada indivíduo poderá guardar sua bicicleta com segurança. No Total serão mais de R$ 6 milhões de investimento, totalizando cerca 59,88 km de ciclovias implantadas.

Para o Consultor do Ministério da Saúde, Dr° José Eduardo Cury “a maior incidência de violência no Trânsito é decorrente da falha humana e ser ciclista significa ter amor ao próximo, já que temos um banco de dados que nos preocupa. Só durante minha gestão foram mais de 1 milhão de ocorrências, portanto, temos que fazer nossa parte de cidadão e a segurança pública a dela, declarou Cury.

O Diretor-Presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito Rudel Espindola Trindade Júnior também pontuou a questão da falta de conscientização da população. “As vias não podem ser somente prioridades de carros e motocicletas, temos que respeitar e dar passagem aos pedestres e ciclistas, no entanto, estamos com um projeto em mãos, no qual a cidade de Campo Grande vai ser contemplada com a implantação de ciclovias e ciclofaixas, além da construção dos bicicletários, é um recurso orçado em R$150 milhões para que seja feito o investimento”.

Segundo o médico regular e intervencionista do Samu; Dr° Luiz Antonio Moreira da Costa, o número de acidentes de transito em Campo Grande é alto, só no mês de outubro foram solicitados ao Samu, 2.100 atendimentos à vitimas de acidente de trânsito.

O presidente desta Casa de Leis, vereador Paulo Siufi, também fez uso da palavra na qual ressaltou a importância da construção de ciclovias na Capital. “Eu diria que a implantação das ciclovias é um meio alternativo para diminuir a violência de trânsito que é considerado caótico na Capital, pelo fluxo de veículos que é considerado altíssimo. Temos que respeitar aqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte tenha o mesmo direito de ir e vir como aqueles que trafegam de carro ou motocicletas”, alertou Siufi.

Já a Diretora-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano Marta Martinez, disse que “o executivo tem um projeto, no qual prioriza o transporte coletivo e a instalação de ciclovias. Dessa forma, a cidade terá a mais cerca de 20 km de cilcovias implantadas e com esse projeto pretendemos atingir 200 km de ciclovias implantadas”, explicou Martinez.

O vereador Cristóvão Silveira, também acrescentou que “o Município de Campo Grande é uma cidade que tem um trânsito violento e se nós temos dificuldade de trafegar com um veículo de quatro rodas, imagina aqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte, portanto, temos que perceber as dificuldade de cada um”, analisa Silveira.

19/11/2009 - 11:00

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A importância das estatísticas ciclísticas - Entrevista com Rubens de Oliveira Braga

Do site da VIACICLO
Dom, 15 de novembro de 2009 11:00 Canais - Entrevistas

rubens_braga_pqRubens de Oliveira Braga, 73 anos, é uma referência para o cicloativismo brasileiro, tanto por sua experiência quanto pela paixão com que se dedica à promoção da bicicleta como meio de transporte. Como presidente da CICLOSAN - Associação dos Ciclistas de Santos e Região Metropolitana da Costa da Mata Atlântica, com sede em Santos/SP, fundada em 1997, Rubens tem se destacado pelo levantamento de dados sobre o aumento de ciclousuários e sobre os acidentes com ciclistas de acordo com o incremento da infraestrutura ciclísticas. Atualmente, Rubens também é membro do Conselho Consultivo da UCB - União de Ciclistas do Brasil.

Com esta entrevista, Rubens Braga está divulgando a sua pesquisa para servir de modelo para outras cidades. Baixe os arquivos do "Histórico Estatístico de Acidentes com Ciclistas de Santos (1998-2009)" em versão PDF (documento unificado para impressão) e em versão XLS (planilhas separadas com fórmulas ativas).

Quando e por quê você passou a militar a favor da bicicleta como meio de transporte?
A partir de 1995, participando das reuniões da SABICI - Sociedade Brasileira de Trânsito Amigos da Bicicleta, com Sede em São Vicente, cujo presidente era nosso colega Günther Banthel. O motivo deu-se ao fato de ter em minha residência quatro bicicletas (família composta com esposa e quatro filhos), mas apenas eu usava uma regularmente na pista motorizada, por falta de segurança. Meus filhos eram ainda crianças e adolescentes entre 6 e 12 anos. Agora já temos algumas ciclovias, mas eles estão estudando em outra cidade, com idades entre 18 e 26 anos.

Por quê você passou a se interessar sobre as estatísticas de uso da bicicleta?
Inicialmente, porque havia fundado a ONG CICLOSAN e queria conhecer os pontos mais críticos em acidentes de trânsito com bicicletas, como autodefesa e prevenção. Por isso, tinha curiosidade em conhecer as estatísticas do Órgão Gestor de Trânsito de Santos, mas este computava ciclistas e pedestres como atropelamentos e óbitos apenas no local do acidente. Sendo eu aposentado da indústria na área de Controle de Qualidade, onde participava anualmente de Planos de Metas e de Desafios e de Produtividade, desenvolvia trabalhos de Controles Estatísticos e resolvi, então, desenvolver estes conhecimentos, com intuito de colaborar com o Poder Público, visando o incentivo ao uso da bicicleta com segurança e com o Meio Ambiente.

Quais os benefícios de estudos estatísticos sobre a bicicleta?
São muitos e atingem diversas áreas, considerando também as pesquisas: conhecimento imediato e contínuo das causas dos acidentes; acompanhamento dos resultados das atividades realizadas pelo Poder Publico, considerando a implantação de ciclovias, bicicletários, campanhas educacionais, e penalizações, tanto a ciclistas, como aos motorizados em geral; facilidades na elaboração e apresentação de palestras, com resultados positivos ou negativos, seguidos de elogios, sugestões e/ou questionamentos. A estatísticas são dinâmicas, mostram prioridades e o que fazer, inclusive antecipando tendências de resultados, para o fechamento de cada ano letivo, dando tempo de reverter resultados negativos.

Quais as principais conclusões que você obteve com suas pesquisas?
Que novas ciclovias instaladas, desde que interligadas e atendendo as normas contidas no Manual de Planejamento Cicloviário do Ministério dos Transportes, proporcionam aumento significativos e contínuos de novos adeptos ao uso da bicicleta em mais de 50%, com minimização dos acidentes em até 80%. Infelizmente o Poder Público Municipal só se interessou por nossas estatísticas, quando comprovamos erros históricos em seus relatórios, em 1998, como o número de mortes totais no trânsito de Santos, divulgado na imprensa três vezes menor que o fornecido à CICLOSAN pelo IML de Santos. Este controle foi instalado pela CICLOSAN em parceria com o próprio IML e a DEINTER-6.

Qual sua avaliação do cicloativismo brasileiro na atualidade?
Antes da fundação da UCB, não tinha nenhuma noção em nível nacional. Na minha Região, Praia Grande se destaca aproximando-se dos 80 km de ciclovias construídas, com mais 91 km projetados para 2011 e 110 km para 2016, conforme o Planejamento Metropolitano Cicloviário - PCM (segundo a AGEM). Com a instalação da União dos Ciclistas do Brasil, a troca diária de e-mails, somado ao Boletim da ViaCiclo, estamos alavancando no entrosamento, mais conhecimentos e informações e logo estaremos muito bem informados. Considerando a cultura de cada Estado e a Região Metropolitana, nota-se que alguns grupos tendem mais para pedaladas, passeios noturnos ou competições, mas todos estão visando ciclovias em suas cidades. Se não me engano, dentre todos as cidades, Rio de Janeiro, Curitiba, Sorocaba Florianópolis destacam. Já São Paulo, Santo André e São Bernardo, onde costumo ir às vezes (onde tenho filhos em Repúblicas de Estudantes), acho uma vergonha com tanto trânsito, canteiros centrais bem arborizados, mas pouco utilizados por pedestres, nenhuma ciclovia e raríssimas bicicletas no trânsito.

Gostaria de fazer algum comentário adicional?
Penso que seria benéfico se todos desenvolvessem pesquisas e estatísticas em suas Regiões Metropolitanas, para enriquecer seus conhecimentos e poder comprovar e enumerar os benefícios.


Baixe os arquivos do "Histórico Estatístico de Acidentes com Ciclista de Santos (1998-2009)" em versão PDF (documento unificado para impressão) e em versão XLS (planilhas separadas com fórmul

Pesquisa sobre condutores de veículos motorizados CLICK AQUI E RESPONDA!

Amigos,
Agradeço a todos que responderam a pesquisa anterior sobre a circulação de bicicletas.
Dando continuidade ao trabalho, agora queremos saber mais sobre quem guia os veículos motorizados. Qual a opinião destes motoristas em relação a outros veículos motorizados, pedestres e ciclistas.
Se você guia um veículo motorizado visite o site: http://fs8.formsite.com/caldasm/pesq_motor/ e responda!
Façam este esforço, respondam e reenviem, caso possam, este link.
Para maiores informações visitem o site: http://blogmobilidadesustentavel.blogspot.com
Obs: Qualquer informação adicional enviem o email para: caldasm@hotmail.com
Atenciosamente,




Marcelo Caldas

Cem dias bicicleta pela qualidade de vida: de Lisboa a Helsink

Dois portugueses vão percorrer 23 países europeus de bicicleta. Tudo para promover a cultura portuguesa e a qualidade de vida. Depois de chegaram à Finlândia, regressam a Lisboa.

De acordo com a Lusa, no ano passado, o engenheiro Paulo Guerra dos Santos ficou conhecido por testar o potencial ciclável de Lisboa durante meses e, já este ano, apresentou uma tese de mestrado para desmistificar ideias e «desculpas» usadas pelos munícipes para não recorrerem à bicicleta: «As sete colinas, o vento, o frio, o calor ou o tráfego automóvel».

Para «dar mais força» aos seus argumentos e apelar à reflexão através da comunicação social, Paulo, de 36 anos, e um amigo quatro anos mais velho vão pedalar cerca de nove mil quilómetros até Helsínquia, na Finlândia, e regressar à capital portuguesa.

Entre 1 de Maio e 22 de Setembro (Dia Europeu da Mobilidade) do próximo ano, ambos contam pedalar 80 a 100 quilómetros por dia, descansar um ou dois dias por semana, e passar por perto de 100 cidades, vilas e aldeias.

«Como utilizadores, temos uma saúde um bocadinho melhor, mas sem preparação de atleta porque fazemos 15 a 20 quilómetros por dia. Queremos fazer ver que não é preciso ter um corpo de atleta para andar na cidade e ter uma pequena aventura destas», explicou à Lusa o engenheiro, referindo que a preparação limitar-se-á a percorrer distâncias maiores um mês antes.

Os dois amigos esperam assim promover um hábito que lhes aumentou substancialmente a qualidade de vida a nível de saúde física e mental e de «relação com a cidade», mas os objectivos passam também por «pressionar a câmara a criar corredores nos principais eixos» viários, fomentar a ligação de Portugal à rede europeia de ciclovias e «partilhar a cultura» nacional.

«Trata-se de ligar os povos europeus e conhecermos modos de vida dessas gentes, divulgando o que temos de melhor e promovendo a união dos portugueses à Europa. Acho que é isso que falta», defende Paulo.

Ainda antes de se fazerem à estrada, os ciclistas vão consultar vários sites, como os de couchsurfing - que consiste em pedir estadia num sofá emprestado num país estrangeiro - e contactar vários conhecidos que moram noutros países evitando os hotéis, ficando mais próximos das populações, inclusive das comunidades portuguesas.

Os dois amigos esperam ainda poder levar alguma mensagem do primeiro-ministro ao seu congénere finlandês.

Bicicleta e cidadania: Professor Roberto Morais

O seminário organizado pela coordenação de Arquitetura do IFF, tratou do tema na manhã, tarde e entrou até a noite desta quarta. Mesmo estando no IFF, das nove até depois das 22:00 horas, não consegui tempo para asssitir algumas das palestras e nem a mesa-redonda.

Na verdade, no final da manhã, já início da tarde, peguei os últimos dez minutos da palestra de uma arquiteta que passava sua experiência na projetação de ciclovias.

Pela objetividade e capacidade de resumir o essencial, ao final de sua exposição deduzi que, talvez, a palestrante fosse também professora.

Algumas ideias ficaram gravadas sem que eu as tivesse anotado e arriscarei descrever:

1) Não faz sentido começar projetos de ciclovias divulgando que se fará dezenas de quilômetros. Ela disse que é melhor começar de trechos em trechos, por exemplo, entre bairros, especialmente naqueles em que seus moradores, hoje, mais usam este veículo para locomoção e, que possuam espaços mais fáceis para se projetar a ciclovia. Daí, em diante a coisa será mais fácil para avançar;

2) É preciso conversar e ouvir as opiniões e sugestões dos principais usuários destes veículos;

3) É necessário superar a visão de que a bicicleta é apenas para o lazer e para transporte das pessoas de baixa renda. Além destes, o uso deste veículo de locomoção é uma alternativa saudável e interessante para todos que habitam áreas urbanas;

4) Não esquecer que ao articular o projeto de ciclovias é necessário ampla articulação dento da sociedade e da gestão pública. Entre os últimos, há quem só se movimente se for o "pai do projeto".

Com pai ou mãe do projeto é inconcebível que nossa plana urbe, não tenha um projeto de estímulo ao uso de bicicletas, com a construção paulatina de novas e seguras ciclovias. Se for caso, os "conselhos" acima poderão ter alguma utilidade. Torçamos!

Artigo muito bom: Reinventar a mobilidade.

Entre todas as ações e investimentos feitos em auxílio à indústria automotiva – as transfusões, transformações e redesigns – uma coisa é constante: o foco deve estar nos carros. A batalha, como todo mundo pode ver, é para descobrir como as montadoras em todo o mundo conseguirão construir veículos inteligentes, competitivos e confiáveis, para atender tanto ao pragmatismo quanto a paixão — e de maneira rentável e mais ecológica. Esta é a abordagem básica, certo?

Bem, talvez não. O foco praticamente obsessivo na construção de veículos ecológicos – quase todas as montadoras globais estão agora na Corrida Maluca para criar um veículo elétrico ou plug-in híbrido – tolda o maior desafio e a maior oportunidade: reinventar nossos sistemas pessoais de transporte, de maneira que sejam melhores em todos os sentidos – econômica, social e ambientalmente.

Considere: os carros são um fardo. Você tem que comprar, manter, abastecer, estacionar, fazer seguro e uma infinidade de outras despesas. Se você mora numa cidade e não possui uma garagem, os desafios e custos se multiplicam. Além de custosos, os carros ficam ociosos 95% do tempo. E, quando você finalmente utiliza, há o desafio de ficar preso nas ruas e estradas congestionadas.

O que nos dá liberdade não é o automóvel, mas a mobilidade, a capacidade de ir e vir onde e quando quisermos, da maneira mais adequada e acessível para nossas necessidades e estilo. Isso é verdade em todos os pontos sob o aspecto econômico. Com efeito, nas economias emergentes, a mobilidade é uma condição prévia para a sustentabilidade. Quando as pessoas podem circular livremente de cá para lá, são mais capazes de conquistar um emprego, comercializar mercadorias, procurar educação, obter cuidados médicos, talvez até explorar outros locais para ampliar seus horizontes.

Então, por que, na era digital, quando quase todos os produtos e serviços passam por profundas mudanças, se não total reinvenção, nosso transporte futuro ainda está enraizado na fabricação e venda de veículos, elétricos ou de outra forma? Porque os titãs da indústria não estão repensando o sistema maior em que estes veículos funcionam? Quando tentamos reinventar a indústria automobilística, isso não deveria fazer parte da equação?

Dan Sturges, acha que sim. "Há um papel para as automobilísticas, se tirarem o foco de fazer carros e começarem a pensar em capacitar as pessoas a se deslocarem".

Sturges tem muito a ensinar sobre mobilidade, um assunto sobre o qual ele é extremo conhecedor e apaixonado. Antigo designer de carros para a General Motors, Sturges agora se concentra no desenvolvimento de sistemas de transporte que melhorem a comunidade – como unir uma gama de veículos pessoais ao transporte público, enquanto utiliza a última palavra em telecomunicações digitais, para criar sistemas de mobilidade integrada e eficiente. Como empresário, Dan encabeçou os esforços para o primeiro “veículo elétrico de bairro” (NEV) produzido em massa, o GEM, que agora pertence à Chrysler. Atualmente, Sturges é o visionário por trás da Intrago, uma empresa que faz "opções de transporte de tamanho adequado para pessoas se deslocarem em ambientes restritos".

No mundo Sturge, toda a discussão em torno de veículos de combustíveis alternativos – desde as grandes montadoras ou qualquer das dezenas de iniciantes, de Apterra a Zenn– é necessária, mas não suficiente, principalmente se as cidades forem muito congestionadas para que esses veículos se locomovam. Essa ineficiência já é evidente, diz ele. "Aqui em Denver, temos uma ocupação média de 1,1 pessoas por veículo. Isso representa uma ocupação media de 20%. Uma companhia aérea não consegue se manter uma semana em atividade com uma ocupação de 20%". No entanto, diz Sturges, nossa conversa sobre transporte ambientalmente responsável aborda simplesmente transfere toda essa ineficiência para veículos elétricos. O resultado é um monte de energia desperdiçada para movimentar todos esses assentos vazios. Além disso, diz ele, estudos mostram que em algumas cidades, quase 40% dos veículos nas ruas estão rodando em busca de estacionamento. Simplesmente mudar para eletricidade, mesmo de fontes renováveis, para alimentar todos esses veículos subutilizados rodando em busca de um lugar para estacionar não vai nos levar muito longe em nossas metas climáticas e energéticas.

Então, precisamos não só de novos tipos de veículos, mas novos tipos de sistemas de transporte.

Já existem alguns sistemas. Há o Zipcar, City Car Share, I-Go, e outras formas decompartilhamento de carros e serviços de micro-aluguel, que oferecem alternativas ao uso do automóvel. Em Paris, há o Véllib, um sistema de aluguel com 20.000 bicicletas e 1.500 estações automatizadas – aproximadamente uma a cada 300 metros em todo o centro da cidade - que oferece aos membros aluguel de bikes a baixos custos (a primeira meia hora é gratuita), que podem ser devolvidas em qualquer estação. Em Ulm, na Alemanha, a Daimler lançou o Car2Go, um sistema semelhante que utiliza pequenos NEVs.

No Brasil, algumas iniciativas tomam corpo, ainda que timidamente. O Metrô de São Paulo conta com Bicicletários, que disponibilizam bikes para aluguel a baixos custos, para os motoristas que decidirem estacionar nas estações e continuar o trajeto de maneira mais ecológica. A Porto Seguro também possui um sistema semelhante de empréstimo para seus assegurados, o UseBike. Um projeto do Agenda Sustentável, o Carona Sustentável também promete ajudar a resolver o grave problema da mobilidade, em São Paulo.

Vélib, Car2Go e os serviços de compartilhamento de carros são partes de um sistema maior que Sturges prevê. "Depois que você começa a ver o problema do congestionamento, então pode ter uma discussão de como podemos reinventar ou repensar a forma com que nos movemos. E aí se torna realmente interessante. Esta revolução digital – que nos permite partilhar carros e que nossos iPhones se transformem em ferramentas – é um novo mundo realmente excitante, onde uma rede tridimensional se desdobra perante nós. "

Nessa rede tridimensional, você pode não possuir um veículo, mas ter acesso on-demand a qualquer estilo e tamanho de que precise – desde um pequeno NEV para uma passada rápida no supermercado, uma minivan para as férias com família, ou um clássico sedan para uma reunião com cliente, um conversível para um belo dia, até uma pick-up robusta para uma viagem longa. Os carros podem ser entregues a você ou estar disponíveis numa proximidade razoável do local que precisa. Os preços podem ser ajustados conforme o tempo e a comodidade: se você precisa de um veículo entregue à sua porta, em 30 minutos, você pagará uma taxa mais elevada do que se estiver mais flexível sobre onde e quando receberá esse veículo. Claro, tudo isso tão simplesmente como tocar um ícone no seu smartphone, digitar um sms ou fazer uma ligação.

E não são apenas os automóveis. No "futuro de transporte multimodal inteligente", como Sturges chama, há um leque diversificado de opções de transporte. "Você transita de um modelo para o outro", diz ele. "O futuro viajante urbano que vemos está mais para Tarzan, balançando de cipó em cipó". Você já faz isso quando viaja de avião: dirige ou vai de transporte público para o aeroporto, voa para outro aeroporto e depois "salta" para qualquer que seja o meio de transporte adequado e acessível para levá-lo onde está indo. No mundo "Tarzan" de Sturges, teremos de fazer isto localmente, também. O resultado: chegaremos com menos desgaste de nós mesmos e do planeta, e talvez mais rápido, também.

O caso é: isso faz sentido em termos econômicos. Segundo a AAA (Download - PDF), um carro médio típico custa cerca de US$ 23 por dia – todos os dias, 365 dias por ano - quando calculados o consumo de combustível, manutenção, pneus, seguros, licenciamento, registro, amortização, impostos e encargos. Nesse ritmo, a sua básica garagem com dois carros consome R$ 30.525 por ano. Cortar isso pela metade, possuindo apenas um veículo, ainda pode deixar mais do que o suficiente para pagar todas as partilhas de veículo e serviços de mobilidade - mesmo táxi – de que precisa.

Evidentemente, há uma mudança cultural necessária que tudo isso aconteça. Quanto vai demorar até que os consumidores desistam de um de seus carros familiares? Possuir menos automóveis poderia tornar-se um símbolo de status? Poderemos chegar a um ponto em que não possuir qualquer carro seria o maior dos luxos? Esses desafios culturais parecem quase tão grandes como os tecnológicos.

E os grandes – Generals Motors, Chryslers & Cia – conseguiriam trabalhar neste novo mundo de serviços de transporte, ou será que seu foco na venda de veículos os levaria a tornarem-se dinossauros, mesmo que sobrevivessem? Perguntamos ao Sturges se os Três Grandes seriam realmente capazes de mudar o curso rumo a esta nova direção. "Há muito talento nessas empresas", ele respondeu. "Eu não acho que você precisa de um novo navio. Você tem todo o tipo de recursos de engenharia e pessoas realmente brilhantes. Mas elas precisaram tirar o foco da venda de veículos, e focar mais em capacitar as pessoas a se deslocarem. Eles precisam esquecer a idéia de que as pessoas precisam de um carro para ir a todo o lugar e fazer tudo. Mas não creio que tenha que jogar tudo fora. Só precisa ser imaginativo".


Fonte: http://www.agendasustentavel.com.br/artigo.aspx?id=2765

Do Jornal Zero Hora De Porto Alegre: moradores querem ciclovia às margens do Arroio Dilúvio

Projeto foi aprovado no plano diretor cicloviário e está em fase de estudos, segundo
O terreno em volta do Arroio Dilúvio abriga buracos, montes de lixo, grama mal cortada e árvores que avançam sobre o passeio. Moradores ouvidos por Zero Hora são unânimes: querem uma ciclovia em toda a extensão da Avenida Ipiranga.

O técnico em Informática Márcio Graebin, 25 anos, é de Caxias do Sul e mora há seis meses em Porto Alegre. Com uma visão de quem vem de fora, Graebin vai mais além. Ele gostaria de ver um espaço para lazer em todo o trecho, com equipamentos de ginástica e monitores voluntários para auxiliar nos exercícios, como já ocorre na cidade serrana.

— Acho que o Dilúvio está abandonado, o espaço poderia ser reestruturado para uma ciclovia e se tornar uma área de lazer como é a orla do Guaíba. Lá, está ficando cheio demais para praticar exercícios. Porto Alegre precisa de mais opções — lamenta Graebin.

A publicitária Mocita Fagundes, 45 anos, não vê outra alternativa para a área senão substituir toda a grama por concreto.

— Aquilo é um horror. É um espaço completamente improdutivo, abandonado. Eu que não gosto do concreto vou ter que dar o braço a torcer. Ali, o mais salutar seria o calçamento — sugere Mocita, que todos os dias usa o trajeto entre a Rua Barão do Amazonas até a Avenida Praia de Belas, utilizando a cabeceira do arroio, para correr de casa até o trabalho.

Apesar de sugerir mudanças, a publicitária acrescenta que o espaço é fantástico e grande.

— Ali tem amplitude de área, é um absurdo não virar uma ciclovia. O trânsito da cidade está cada vez mais parado.

Para ela, o local precisa também de mais segurança:

— Não corro com medo de ser assaltada, mas sei que não é seguro. Entre a Avenida da Azenha e a Praia de Belas é mais movimentado, mas, perto da Avenida Coronel Lucas de Oliveira e da Rua Vicente da Fontoura, não tem policiamento, apesar de já ser um trecho tradicional de corrida — disse.

O administrador de empresas Júlio Balzano, 67 anos, utiliza a Avenida Edvaldo Pereira Paiva, conhecida como Beira-Rio, para caminhar, mas diz andar bastante de carro pela Ipiranga e observar muitos problemas na via.

— Uma ciclovia é necessária, só não pode diminuir a pista de rolamento. Acho que se o local fosse melhor aproveitado poderia haver redução no número de dejetos jogados no arroio, inclusive.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), há um projeto para integrar diversas vias da cidade dentro do plano diretor cicloviário aprovado para Porto Alegre. De acordo com o Anexo 2 da Lei Complementar No. 626 de 15 de julho de 2009, a rede estrutural prevê uma rede de 495 quilômetros para as ciclovias. Neste plano, já aprovado, está prevista a implantação de ciclovia para toda extensão da Avenida Ipiranga.

Na primeira etapa, será implementado um trecho de 6,6 quilômetros de ciclovia às margens do Arroio Dilúvio entre a Avenida Edvaldo Pereira Paiva e Avenida Cristiano Fischer, próximo à PUCRS.

A nova estrutura não deve interferir nas faixas para veículos existentes e não tem ainda largura definida. Segundo a EPTC, a literatura especializada adota como largura padrão um mínimo de 2,50 metros para ciclovia bidirecional.

Isso depende, segundo a empresa, de um estudo técnico para a implementação do plano, que está sendo elaborado:

— A ciclovia pode estar em qualquer um dos lados do arroio, o que depende do espaço disponível para a construção da ciclovia, que será asfaltada. Ainda não temos uma data prevista para a construção — afirmou Emilio Merino, gerente de projetos estratégicos de mobilidade da EPTC.

Ele afirma que a empresa tem um plano bastante ambicioso para a rede cicloviária, de 130 quilômetros em uma primeira etapa, e que a prefeitura já tem o orçamento necessário.

— Além disso, estamos buscando parcerias com a iniciativa privada.

Uma das preocupações mais marcantes em relação ao uso de bicicletas como meio de transporte é a segurança no trânsito. Para isso, deve ser feita uma campanha de conscientização específica em relação aos ciclistas:

— Faremos a promoção da bicileta como veículo urbano. A ciclovia serviria para a integração com o transporte coletivo, pela a instalação de bicicletários nas estações e terminais de transporte público.

Esses bicicletários passam a ser obrigatórios de acordo com a Lei Complementar No. 626. Segundo Merino, a implementação da ciclovia deve contribuir para combater a falta de segurança ao longo da Avenida.

Atualmente, Porto Alegre tem duas ciclovias: a Airton Senna, na Avenida Guaíba, com aproximadamente 1200 metros de extensão, e a Eduardo Schaan, com 1500 metros de extensão na Avenida Diário de Notícias.

Se você tem alguma notícia, envie uma sugestão por e-mail ( pelasruas@zerohora.com.br) ou pelo telefone: (51) 9981-9891
ZEROHORA.COM

Campo Grande-MS: Audiência pública vai discutir sobre as ciclovias da Capital



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A audiência pública será realizada no Plenário Oliva Enciso na Câmara de Campo Grande
Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Campo Grande realiza na próxima quarta-feira dia 18 de novembro, às 19 horas, uma audiência pública para debater o tema: “Ciclovias e Ciclofaixas – A solução para o transporte de Campo Grande?”.
O debate está sendo promovido pelo vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB) e pela Comissão de Transporte e Trânsito. A audiência pública será realizada no Plenário Oliva Enciso, na sede da Casa de Leis, localizada na Avenida Ricardo Brandão, nº 1.600, bairro Jatiuka Park.
O vereador Ribeiro convida toda a população e a sociedade civil organizada para participar do debate sobre a importância de ciclovias interligando os bairros ao centro de Campo Grande – uma luta antiga do parlamentar.(Com informações da Assessoria)

15º ECCOM - Conferência Européia sobre Gestão de Mobilidade

sábado, 14 de novembro de 2009

sustentabilidade é

Uma mobilidade mais humana


O gerenciamento da mobilidade e a construção de cidades mais humanas foi o tema central do 15º ECCOM - Conferência Européia sobre Gestão de Mobilidade, realizada na Espanha, neste mês. O evento trouxe uma contribuição importante para a reflexão sobre modelos de cidades pensadas com valores socioambientais a favor de uma mobilidade mais sustentável e com coesão social

A era dos grandes projetos de infraestrutura, para permitir maior circulação de automóveis, já passou e o mundo desenvolvido está trabalhando no gerenciamento da mobilidade centrado no indivíduo. Não adianta desenvolver projetos milionários de mobilidade para redução de veículos individuais e aumentar a demanda de ônibus e metrô, pois essa medida aumenta os custos da cidade, a queima de combustíveis fósseis, entre outros problemas.


A abertura do evento foi realizada pelo governador da cidade, Odon Elorza, que colocou as dificuldades de levar a cabo um projeto de mobilidade numa cidade que sofre com atentados terroristas do ETA.


As cidades estão redesenhando os seus espaços em favor do bem-estar das pessoas e não dos veículos. A nova ordem é frear a deterioração do meio ambiente, adotar iniciativas para dissuadir e reduzir o uso do automóvel e potencializar a mobilidade a pé, o transporte público e os deslocamentos por bicicleta.


O “Projeto Caminhe +”, de San Sebastian, é um plano intermodal que liga todos os meios de transportes e estacionamentos públicos, fazendo com que as pessoas tenham muitas alternativas para seus deslocamentos individuais podendo utilizar seu veículo até os bolsões de estacionamento, caminhar parte do trajeto e pedalar outro.




, na cultura e nos comportamentos relativos a mobilidade. Para cuidar deste projeto, a cidade criou um Centro Municipal de Informações e Gestão de Mobilidade que facilita o impulso de uma mudança comportamental com um enfoque cultural e pedagógico.


A conferência de San Sebastian reuniu 438 delegados dos cinco continentes a maioria deles secretários de transportes, Consultores de Mobilidade Sustentável e especialistas em gerenciamento da mobilidade, sendo que o Projeto MelhorAR de Mobilidade Sustentável foi a única delegação sul-americana presente na 15ª ECOMM.


Obviamente que os números, recursos financeiros e cultura são outros, mas estamos falando de um encontro que já tem mais de 15 edições anuais.

Convenção de Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana Pela primeira vez na América Latina, prefeitos das principais cidades da região

primeira vez na América Latina, prefeitos das principais cidades da região, parceiros da indústria e organizações públicas e privadas se reúnem para debater o tema mobilidade, um dos mais urgentes desafios enfrentados pelos grandes centros urbanos. A Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana acontece em 25 e 26 de novembro, no Sofitel Rio de Janeiro Copacabana. A prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, foi aprimeira da Região que confirmou a presença.

O objetivo da Convenção, cujo anfitrião é o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é repensar os modelos de infraestrutura e transporte para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, não apenas no que diz respeito à mobilidade, ao ir e vir, mas também quanto à preservação ambiental, segurança veicular, acessibilidade dos passageiros portadores de necessidades especiais, entre outros temas correlatos.

A responsabilidade pela organização da Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana é do CTS-Brasil (Centro de Transporte Sustentável) e da equipe do Challenge Bibendum, da Michelin. Lançado em 1998, o Challenge Bibendum é um esforço conjunto do setor automobilístico (montadoras, fabricantes de autopeças, empresas fornecedoras de energia e centros de pesquisa) para disponibilizar informações objetivas sobre os últimos avanços tecnológicos aos representantes das classes política e econômica e aos formadores de opinião, com vistas a uma mobilidade rodoviária mais econômica, limpa, segura e fluída. http://www.challengebibendum.com.br/

Prefeito de Florianópolis se compromete com mobilidade sustentável

Os florianopolitanos têm mais um importante instrumento para cobrar da administração municipal a implantação de medidas para a democratização e eficiência do trânsito urbano. Baixe aqui os compromissos de Dário Berger.
O Prefeito de Florianópolis, Dário Elias Berger, durante sua participação do Congresso Cities for Mobility 2009 (Stuttgart - 14 a 16/06/09), assinou uma Carta Compromisso com a mobilidade sustentável com o título de "Bicycle Charter". O documento contém importantes itens favoráveis à proteção dos ciclistas e pedestres e ao acesso à cidade por meio do transporte coletivo.
Ao chegar da viagem, o prefeito, em coletiva à imprensa, disse que seu "sonho é terminar o mandato com 100 km de ciclovias construídas".
Durante a campanha eleitoral, o então candidato a prefeito já havia assinado a "Carta de Compromisso com os Ciclistas", documento que contém ítens de defesa da mobilidade ativa e do transporte coletivo.
Clique aqui para baixar a "Bicycle Charter" em português e inglês.
Clique aqui para baixar a "Carta de Compromisso com os Ciclistas".

Renault Twizy vai ser fabricado em Valladolid : O futuro veículo eléctrico do construtor francês deverá começar a ser produzido em Espanha já a partir de 2011

10-Nov-2009
Renault Twizy Z.E. ConceptA Renault decidiu fabricar o futuro veículo eléctrico derivado do Twizy Z.E. Concept na sua fábrica de Valladolid, situada 150 quilómetros a noroeste de Madrid. Este futuro modelo zero emissões, que começará a ser produzido em 2011, é um veículo compacto, ágil e prático, que pretende responder completamente a todas as exigências da mobilidade urbana sustentável.
A fábrica de carroçaria-montagem de Valladolid foi seleccionada tendo em conta o conhecimento e desempenho na produção de modelos citadinos. Actualmente, esta unidade fabrica o Modus e o Grand Modus bem como uma parte dos volumes do Novo Clio. Outro dos factores que levaram à escolha desta unidade espanhola é o da simplificação dos fluxos logísticos, tendo em conta que o mercado preferencial para o futuro veículo eléctrico será a Europa Ocidental.
Depois de França, com o anúncio da produção do futuro citadino derivado do Zoé Z.E. Concept, cabe agora ao aparelho industrial da Renault em Espanha preparar-se para a industrialização de um veículo zero-emissões.
No passado mês de Outubro, a Renault tinha já anunciado que a fábrica de Valladolid iria fabricar um novo motor a combustão a partir de 2012 e um modelo térmico a partir de 2013. A Renault defende ter plena consciência dos desafios ligados à mobilidade sustentável e pretende comercializar, em grande série e a preços acessíveis, uma gama completa de veículos eléctricos zero-emissões a partir de 2011.

Renault Twizy Z.E. Concept

Grupo Renault lança site sobre a mobilidade sustentável

[11-11-2009]

Após a criação do Instituto da Mobilidade Sustentável Renault – ParisTech, em setembro, o Grupo Renault confirma mais uma vez seu compromisso nesta área, ao lançar o site: www.mobilite-durable.org. Com vários textos e entrevistas com os envolvidos na mobilidade sustentável, além de um mapa interativo de boas práticas, o site www.mobilite-durable.org é uma das ações que o Grupo Renault desenvolve nos últimos anos para ir ao encontro dos internautas interessados no desenvolvimento sustentável.
O Grupo Renault desenvolveu um site (em francês e em inglês) destinado a promover a mobilidade sustentável e a divulgar suas diferentes facetas. Compartilhamento do automóvel, novos comportamentos, mobilidade “suave”, esses são alguns dos vários conceitos abordados no site: www.mobilite-durable.org, que tem o objetivo de oferecer um panorama completo de todas as reflexões e iniciativas através do mundo sobre a mobilidade do amanhã.
O site compreende seções com informações, como notícias, resumo dos artigos publicados na internet, ou ainda entrevistas com especialistas (pesquisadores, dirigentes de organizações, cientistas, agentes do setor público, empresários, etc.). O www.mobilite-durable.org também oferece seções documentais, como o “dossiê do mês”, que aprofunda uma questão específica, ou ainda, em breve, uma seção destinada aos “recursos documentais”, uma espécie de bibliografia sobre a mobilidade sustentável, na qual os internautas poderão incluir suas contribuições. Finalmente, a seção “Zéro-Emission Le Mag” (“Revista Zero Emissão”) faz um resumo da atualidade do veículo elétrico no Grupo Renault.
Aliás, cada internauta é convidado a contribuir com o mapa interativo, a “Volta ao Mundo das Iniciativas”, que visa a reunir as melhores práticas da mobilidade sustentável realizadas em diversos países. Por fim, é claro que o site www.mobilite-durable.org sempre trará notícias do Instituto da Mobilidade Sustentável Renault – ParisTech.
Com o objetivo de ampliar o número de visitantes, o site www.mobilite-durable.org, originalmente em francês, também está disponível em inglês, cujo endereço é www.sustainable-mobility.org, estando também acessível via Facebook, Twitter e Youtube.
Sobre o Instituto da Mobilidade Sustentável:
Em setembro, o Grupo Renault, a Fundação Renault e o Instituto ParisTech decidiram fundar o Instituto da Mobilidade Sustentável, a partir do início do ano letivo universitário (na Europa), em 2009. A colaboração entre os engenheiros do Grupo Renault, os professores-pesquisadores e os estudantes universitários do ParisTech tem como objetivo:
• Promover pesquisas relativas ao desenvolvimento de sistemas inovadores de mobilidade, principalmente baseados nos veículos elétricos,
• Formar executivos e cientistas de alto nível, cujas competências e o número permitirão corresponder às necessidades das indústrias do setor de transporte e aos desafios científicos e tecnológicos que, em longo prazo, incentivam o desenvolvimento dos sistemas de transporte sustentáveis.

Fonte: imprensa@imprensa.renault.com.br

PORTUGAL: Construtores e governos unidos para a produção de baterias

A Aliança Renault-Nissan, o CEA e o F.S.I. assinaram uma carta de intenções sobre a criação, em França, de uma joint-venture para o desenvolvimento e produção de baterias para veículos eléctricos
10-Nov-2009
A produção de baterias para veículos eléctricos é um passo determinante para tornar viável a efectiva comercialização daqueles veículosCom o alto patrocínio de Christian Estrosi, Ministro com o pelouro da Indústria, a Aliança Renault-Nissan, o Comissariado para a Energia Atómica (CEA) e o Fundo Estratégico de Investimento (FSI) assinaram uma carta de intenções que visa a criação de uma joint-venture que desenvolverá e produzirá baterias para veículos eléctricos, as quais serão fabricadas em fábricas situadas em França, Reino-Unido e Portugal, para equipar os veículos produzidos na Europa.
A Renault, a Nissan e o CEA deverão investir neste projecto e, ao mesmo tempo, contribuir com a sua experiência tecnológica bem como com as infra-estruturas. No quadro do contínuo apoio e das políticas de promoção da mobilidade zero emissões dos poderes públicos franceses, o FSI juntar-se-á a este projecto com uma contribuição de cerca de 125 milhões de euros. De forma a completar o necessário financiamento deste projecto, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) aceitou estudar a possibilidade de conceder um empréstimo que poderá representar até 50% dos 280 milhões de euros dos valores totais de empréstimos necessários.
A joint-venture entre a Renault, a Nissan, o CEA e o FSI vai concentrar-se na pesquisa avançada, industrialização e reciclagem das baterias para veículos eléctricos e prevê iniciar a produção de baterias a partir de meio de 2012, na fábrica de Flins, situada a 30 quilómetros de Paris. A capacidade de produção estimada será de cerca de 100 000 baterias por ano e o investimento para a primeira fase deste projecto está estimado em 600 milhões de euros.
As baterias prometem substituir os combustíveis fósseis derivados do petróleo como principal fonte de energia para os automóveisAs baterias produzidas pela joint-venture poderão ser vendidas a qualquer outro construtor automóvel. A Aliança Renault-Nissan utilizará as suas fábricas europeias de baterias situadas em França, Reino-Unido e Portugal para equipar os seus veículos eléctricos produzidos na Europa. A Renault tem a intenção de utilizar as baterias produzidas na fábrica de Flins na sua própria gama de veículos eléctricos e, nomeadamente, para o futuro modelo eléctrico que o Zoe Z.E. Concept prefigura e que será, também, produzido na unidade de Flins. A joint-venture irá ainda desenvolver nesta unidade tecnologias de reciclagem de baterias, contribuindo também desta forma para o respeito dos princípios de desenvolvimento sustentável.
Christian Estrosi, ministro com o pelouro da Indústria, comentou este acordo: “O desenvolvimento do veículo eléctrico corresponde, para o governo, a um grande desafio em duas vertentes: para o desenvolvimento sustentável, e um desafio estratégico para a nossa indústria automóvel que deve assumir o veículo eléctrico para garantir a sua competitividade no futuro. O envolvimento do Estado neste projecto é a tradução de uma forte convicção: a ecologia não é inimiga da indústria em geral e da indústria automóvel em particular mas, ao contrário, é o seu futuro”.
Carlos GhosnCarlos Ghosn, responsável máximo pelo grupo Renault-Nissan, deixou igualmente a sua opinião: “Para que possa exprimir todo o seu potencial, a mobilidade «zero emissões» necessita de uma colaboração única entre os sectores público e privado. Devemo-nos congratular pela visão e pelo compromisso dos poderes públicos franceses, o CEA e o FSI, que investem, em conjunto com a Aliança Renault-Nissan, na mobilidade zero emissões”.
Bernard Bigot, administrador-geral do CEA, explicou o papel da organização neste processo : “Devido ao seu reconhecido know-how no domínio das energias de reduzidas emissões de carbono e nas tecnologias para o desenvolvimento sustentável, o CEA será um actor chave nos programas de I&D da joint-venture. Os nossos parceiros poderão contar com o apoio total das equipas de pesquisa do CEA para acompanhar a sua ambição de serem líderes do mercado do veículo eléctrico.”
Por sua vez, Gilles Michel, director-geral do FSI, falou da importância deste projecto para  a França: “Enquanto que, através do FMEA, o FSI contribui para a estabilização e reforço dos fabricantes de equipamentos para automóveis, mostra também, ao associar-se a este projecto de futuro para a indústria automóvel, que todo este sector pode ser um motor da futura competitividade do país”.

Carros híbridos com carregamento na rede eléctrica testados em Portugal Portugal entra no projecto mundial da Toyota de teste de carros híbridos com baterias carregadas na rede eléctrica.


Portugal, a França e o Reino Unido vão testar na estrada 150 novos modelos híbridos Toyota Prius da terceira geração que permitem o carregamento das baterias de iões de lítio através de um cabo com a tomada ligada à rede eléctrica.

A adesão de Portugal ao Projecto PHV (Plug-in Hybrid Vehicle) é assinalada amanhã em Vila Nova de Gaia com a assinatura de uma parceria tecnológica entre a Toyota e a Galp Energia, e envolve a experimentação de 500 automóveis em todo o Mundo: 200 no Japão, 150 nos EUA e 150 na Europa.
A Galp Energia foi escolhida pela Toyota devido ao seu programa Galp Share (programa online de partilha do automóvel), que promove a mobilidade sustentável, e por ter sido a empresa pioneira no nosso país no desenvolvimento do primeiro posto de carregamento rápido de automóveis eléctricos.
A tecnologia híbrida plug-in utiliza em simultâneo a gasolina (ou gasóleo) e a electricidade na locomoção dos automóveis característica dos chamados puros híbridos, mas com a optimização das baterias através do carregamento directo na rede eléctrica.
No fundo, "é uma tecnologia inovadora que alia as vantagens da locomoção 100% eléctrica e zero emissões com a flexibilidade e autonomia das viaturas híbridas", afirma um comunicado conjunto da Toyota Caetano Portugal e da Galp Energia.
A parceria tecnológica será assinada na sede do Grupo Salvador Caetano pelo presidente da Toyota Europa, Tadashi Arashima, e pelo administrador executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva.
No passado mês de Junho, Masatami Takimoto, vice-presidente executivo da Toyota, falou pela primeira vez neste projecto a um grupo de media europeus (entre os quais o Expresso) numa conferência em Nagoya, no Japão, onde reconheceu que "a comercialização de automóveis totalmente eléctricos em larga escala só será possível com o desenvolvimento de uma nova geração de baterias que exceda em muito o desempenho da baterias de iões de lítio actuais".
Em todo o caso, Takimoto revelou que "os veículos híbridos plug-in do futuro poderão usar biocombustíveis e energia solar fotovoltaica, permitindo então concretizar o sonho da mobilidade totalmente livre de emissões de CO2".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mais verbas para a mobilidade sustentável!

Poder público esqueceu as Ciclovias vão gastar mais 300 milhoes e não vai sobrar nem uma merrequinha para infraestrutura cicloviária?

Do site do Governo de Pernambuco: Especialistas discutem transporte público para a Copa de 2014



De olho na continuidade dos preparativos para garantir à Região Metropolitana do Recife as condições necessárias para sediar parte os jogos Copa do Mundo de 2014, o Grande Recife Consórcio de Transporte promove na quinta e sexta-feiras (12 e 13/11), um encontro com a participação de alguns dos maiores especialistas em transporte e realização de grandes eventos. O seminário Transporte Público e Grandes Eventos. Como construir um time vencedor? O evento acontece na mesma semana em que o Estado conseguiu garantir, junto ao governo federal a liberação de R$ 317 milhões para a realização de um conjunto de obras propostas na área de transporte, trânsito e mobilidade. 

Ontem, em reunião realizada em Brasília, o governador Eduardo Campos, o prefeito do Recife, João da Costa e o presidente do Grande Recife, Dilson Peixoto, receberam a confirmação da liberação dos recursos necessários para iniciar os seguintes projetos: a construção da primeira etapa do Corredor Norte-Sul (com o sistema de Transporte Rápido por Ônibus – TRO); a implantação do TRO no corredor Leste-Oeste; a construção do de um corredor exclusivo para o transporte público na BR-101, no trecho entre o município de Paulista e Jaboatão, na Estrada da Batalha; a construção de um terminal integrado e da estação de Metrô de Cosme e Damião, em São Lourenço da Mata, além da aquisição de 15 trens para o Metrô. Os recursos foram obtidos através de financiamento com recursos do FGTS. 

O projeto do Corredor Norte-Sul terá dois trechos. O primeiro trecho, cujos recursos já estão aprovados, será composto por duas vias: uma que liga o município de Igarassu, na zona Norte da RMR, ao Terminal Integrado Joana Bezerra, utilizando o corredor da Avenida Agamenon Magalhães; e outra rota com destino a área central do Recife, trafegando pela Avenida Cruz Cabugá. O segundo, que continua sendo negociado, fará a conexão do Terminal Integrado Joana Bezerra, ao Terminal Integrado de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, atendendo neste percurso os bairros de Boa Viagem, Setúbal, Piedade e Candeias, localizados na zona Sul da RMR. 

Esta primeira etapa do Norte-Sul terá início na BR-101, a partir do Terminal de Integração de Igarassu, seguindo pela PE-15, Complexo Salgadinho até a bifurcação com a Avenida Cruz Cabugá, centro do Recife e Avenida Agamenon Magalhães, encerrando-se no Terminal de Joana Bezerra. A obra irá beneficiar diretamente os municípios de Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Jaboatão, Igarassu, Araçoiaba, Itapissuma e Itamaracá, além de possibilitar a ligação dos os demais municípios da RMR interligados ao SEI. No próximo mês de dezembro, o urbanista Jaime Lerner, responsável pelo projeto básico, concluirá o material. Em janeiro, o Grande Recife inicia a licitação da obra.

A implantação do TRO no Corredor Leste-Oeste trará maior mobilidade, segurança e conforto para os usuários do Sistema de Transporte Público de Passageiros da RMR. Dentro do projeto, está incluída a ligação da Avenida Caxangá, através da UR-7, com a Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata. Nesta região, o TRO fará o atendimento tanto ao Terminal Integrado e a estação do Metrô de Camaragibe, quanto ao futuro terminal e estação de Metrô de São Lourenço.

EVENTO – O foco do Seminário Transporte Público e Grandes Eventos. Como construir um time vencedor, será a discussão de propostas, experiências e projetos para preparar o setor de transportes públicos para atender a demanda gerada por grandes eventos, com ênfase na Copa do Mundo de 2014. 

O seminário contará com a presença de especialistas de vários estados brasileiros e do exterior. Entre os destaques está a palestra do Professor Philippe Bovy, consultor do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Experiências de países que já receberam eventos similares serão apresentadas e debatidas. Entre os destaques está o especialista John Inglish, gerente geral da Utah Transit Authority (UTA), responsável pela gestão do trânsito e transporte da cidade de Salt Lake City, capital do estado de Utah, sede dos jogos Olímpicos de Inverno de 2002.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TODO APOIO AOS COMPANHEIROS DA BICICLETADA DE CURITIBA o direito de ir e vir é constitucional se não fazem ciclovias o povo faz!!!!

Vejam o post abaixo:
Curitiba

Prefeitura mantém multa a ciclistas que pintaram ciclofaixa em 2007

Integrantes do grupo Bicicletada e da administração municipal participaram de uma reunião na tarde desta terça-feira
 
A reunião entre integrantes da prefeitura de Curitiba e ciclistas do grupo Bicicletada de Curitiba, na tarde desta terça-feira (3), não teve muitos avanços. O principal pedido do grupo não foi atendido. Eles queriam a anulação da multa aplicada pela prefeitura a três ciclistas, que pintaram uma ciclofaixa em 2007, na Avenida Augusto Stresser, no bairro Alto da Glória. O secretário de governo, Rui Hara, um representante do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e uma procuradora da Procuradoria-Geral do Município (PGM) conversaram com os ciclistas durante cerca de duas horas na tarde desta terça-feira.
“O parecer final deles é que não podem voltar atrás da decisão da multa. A multa continua em dívida ativa”, afirmou Jorge Brand, participante da Bicicletada, e um dos três multados pela prefeitura em 2007. Além de Brand, Fernando Rosenbaum e Juan Parada respondem a um processo administrativo e precisam pagar a multa.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) encara a pintura da ciclofaixa em 2007 como um ato de vandalismo, de pichação. Segundo Brand, o valor da multa está em quase mil reais para cada um dos ciclistas. “Mostramos um estudo para a prefeitura que, com o valor cobrado, daria para pintar 300 metros de ciclofaixa na cidade”, disse.
Segundo a procuradora da PGM, a prefeitura não tem nenhum mecanismo legal para diminuir a multa ou fazer a anistia da cobrança, pois o prefeito poderia receber uma ação do Ministério Público Estadual (MPE) se fizesse isso. Brand afirmou que o grupo tentará colher dinheiro entre os amigos para fazer o pagamento da multa. O ciclista disse que nenhum dado novo foi apresentado na reunião.
“A prefeitura diz que tem planos, projetos, mas o ciclista continua desamparado. São buracos em ciclovias, desníveis em cruzamentos, detalhes que bastaria uma ação política da prefeitura”, argumentou.
Por outro lado, a prefeitura afirma que foram tratadas propostas de mobilidade com os ciclistas. O grupo Bicicletada se dispôs a colaborar e quer discutir junto com a prefeitura o plano diretor cicloviário, que será implantado na cidade. Os ciclistas vão levar uma proposta com o roteiro das principais rotas utilizadas por eles para chegarem aos campi da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A prefeitura se comprometeu a estudar e colocar as sugestões no plano diretor.
A prefeitura quer fechar o plano diretor cicloviário até o fim do ano. Depois o documento será aberto à discussão com a população. Mesmo sem o cancelamento da multa, Jorge Brand acredita que desde 2007 a bicicleta entrou na pauta de discussões da cidade. “Chamamos a atenção para o transporte. A bicicleta tem um manto de invisibilidade. Os motoristas não a veem e as autoridades também não”, definiu.
Multa
Em 2007, um grupo de 50 pessoas participou da pintura da ciclofaixa em um dos lados da Avenida Augusto Stresser, na altura do número 200, no bairro Alto da Glória. A pintura foi em uma quadra inteira. A manifestação foi por causa do Dia Mundial Sem Carro, mas somente três ciclistas foram autuados, Jorge Brand, Fernando Rosenbaum e Juan Parada.

Alunos de Arquitetura de Santa Maria ganham prêmio nacional por projeto de loteamento sustentável

A solução que vem da Universidade


Em Santa Maria, três estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifra conquistaram o 1º lugar no 3º Concurso Nacional de Ideias sobre a Reforma Urbana, promovido pela Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (Fenea). O projeto Eco Parque Natal, de autoria dos alunos Antônio Augusto Torronteguy, Maurício Beck e Ziâni Costa, todos com 24 anos, consiste em um loteamento popular sustentável para uma área de vazio urbano da cidade, localizada na Vila Natal e na Invasão da Chaminé.

Com ideias contemporâneas, econômicas e ecologicamente corretas, o projeto é voltado aos problemas urbanos da cidade. Se colocado em prática, poderá ajudar a mudar realidades em Santa Maria.

– O futuro começa com as soluções que são apontadas agora. Eles (os estudantes) estão no caminho. Acredito que (a aplicabilidade do projeto) é possível – diz o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana, Sérgio Medeiros.

No curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifra, os professores se preocupam em trabalhar com problemas e soluções reais para a cidade. Este ano, o tema proposto pela disciplina de Ateliê de Projetos Integrados 4 – Habitação Popular e Expansão Urbana, que pertence à espinha dorsal da faculdade, foi a criação de um loteamento popular no vazio urbano que ocupa parte dos bairros Noal e Patronato. O grupo de Antônio, Maurício e Ziâni foi além. O Eco Parque Natal, fruto dessa disciplina, também é sustentável.

A escolha do local de aplicação do projeto, feita pelos professores da disciplina, queria propor soluções para o problema do vazio urbano. Com ideias inovadoras, os estudantes seguiram tendências do novo urbanismo e colocaram como prioridade a qualidade de vida dos moradores.

– O projeto recebeu esse nome porque privilegia, entre outras coisas, o uso da bicicleta como meio de transporte. É um modo eficaz e corretamente saudável de locomoção. Queríamos propor um loteamento que não fosse um ponto segregador da população e, sim, algo que promovesse a integração – explica Ziâni.

– Um dos nossos objetivos é dar um passo adiante, ser vanguarda – comenta Francisco Queruz, professor de Arquitetura.

silvia.medeiros@diariosm.com.br

Itajaí-SC: Oficina discute desenvolvimento sustentável


05 de Novembro de 2009


Nesta quinta-feira, dia 5, o Comitê do Itajaí, por meio do Projeto Piava, promove em Blumenau a OFICINA DE GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE, primeira de quatro oficinas que visa a discutir estratégias para o desenvolvimento econômico sustentável em nível municipal e regional. Outras três oficinas serão realizadas em Ibirama, Rio do Sul e Ituporanga, respectivamente nos dias 6, 17 e 18 de novembro. O tema é um dos mais oportunos e debatidos hoje no mundo.
O desenvolvimento econômico sustentável significa garantir a geração de empregos limpos, renda permanente, diminuição de resíduos, conservação dos recursos naturais, desenvolvimento tecnológico adequado à região e uma ocupação sadia do espaço capaz de gerar um ciclo positivo de emprego e renda
Nas oficinas serão abordados Sistema Municipal de Gestão Ambiental, Compras Públicas Sustentáveis, Revisão dos Investimentos Públicos, Agroecologia, Construções Sustentáveis e Mobilidade Urbana Eficiente. As principais palestras serão ministradas pelo doutor em Geografia Luiz Fernando Krieger Merico, profissional com vasta experiência em gestão ambiental pública. Merico foi presidente da Fundação do Meio Ambiente de Blumenau, diretor de Gestão Estratégica do IBAMA e diretor de Economia e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente.
As oficinas começam às 8h30 e vão até às 16h30. O Projeto Piava oferece almoço aos participantes. Para mais informações: Katiuscia, Cleci, Nicolau ou Malú pelo telefone (47) 3334-1030, pelo e-mail gam@comiteitajai.org.br ou ainda acessar o site do Comitê do Itajaí www.comiteitajai.org.br .

OFICINAS – datas e locais

Blumenau – abrangendo Apiúna, Ascurra, Brusque, Guabiruba, Botuverá, Benedito Novo, Gaspar, Timbó, Pomerode, Indaial, Dr. Pedrinho, Rio dos Cedros, Rodeio, Itajaí, Penha, Balneário Piçarras, Navegantes, Ihota e Luis Alves.
Data: 5/11/09 (quinta-feira)
Local: Auditório da Secretaria Regional de Blumenau. Rua Braz Wanka, 238 - Vila Nova - Blumenau - Próximo ao Restaurante Lyra Círcolo Italiano

Ibirama – abrangendo Lontras, Presidente Nereu, Dona Emma, Witmarsum, Vitor Meireles, Presidente Getúlio, Ibirama, José Boiteux, Santa Teresinha, Itaiópolis, Papanduva e Monte Castelo.
Data: 6/11/2009 (sexta-feira)
Local: Auditório da Associação Comercial e Industrial de Ibirama. Rua XV de Novembro, 234 - Centro – Ibirama

Rio do Sul – abrangendo Agrolândia, Agronômica, Braço do Trombudo, Trombudo Central, Rio do Oeste, Laurentino, Mirim Doce, Salete, Rio do Campo, Taió e Pouso Redondo.
Data: 17/11/09 (terça-feira)
Local: UNIDAVI - sala Magma. Rua Dr. Guilherme Guemball, 13 – Centro – Rio so Sul

Ituporanga – abrangendo Alfredo Wagner, Aurora, Atalanta, Chapadão do Lageado, Imbuia, Petrolândia e Vidal Ramos.
Data: 18/11/09 (quarta-feira)
Local: Auditório da Escola Estadual Roberto Moritz. Rua Lauro Melo, 470 - Centro – Ituporanga.

Ijuí-SC: CT encaminha projeto para pavimentação e ciclovia

CT encaminha projeto para pavimentação e ciclovia
A Coordenadoria de Trânsito (CT), através da Central de Projetos da Secretaria de Planejamento, cadastrou proposta junto ao Ministério das Cidades visando repasse de recursos na ordem de R$ 43,4 milhões. Deste montante, R$ 32,6 milhões são para pavimentação asfáltica e o restante para pavimentação e implantação de ciclovias,   pavimentação de passeios públicos e implantação de sistema binário de circulação. “A base do projeto é o estudo apresentado pela CT ao prefeito Firoavante Ballin no mês de janeiro e à câmara de vereadores. Trata-se de um projeto abrangente que no caso da liberação dos recursos promoverá uma grande melhoria na acessibilidade e mobilidade dos cidadãos e demais usuários das vias, principalmente com a valorização do pedestre e do ciclista”, explica o coordenador de Trânsito Ubiratan Machado Erthal.
“A administração municipal e a CT estão trabalhando no desenvolvimento de políticas públicas que visem a melhora da qualidade de vida dos ijuienses, especialmente no tocante ao uso de transportes alternativos, cada vez mais voltado ao uso de diferentes meios de locomoção e não somente do automóvel, uma vez que a cidade deve ser pensada para as pessoas e não para os automóveis”, destaca Erthal. Dentro desta perspectiva, será debatida a questão da mobilidade urbana na 4ª Conferência das Cidades e o desenvolvimento do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. A expectativa é de que caso seja aprovado o projeto, os recursos sejam repassados em meados de abril de 2010.
Além deste projeto, também foi cadastrado junto ao Ministério do Turismo, através de parceria entre a CT e Secretaria Municipal de Turismo de Desenvolvimento Econômico, proposta que busca aproximadamente R$ 800 mil reais para implantação de sinalização turística e placas de sinalização de destino.

SINALIZAÇÃO VIÁRIA Era uma vez uma ciclovia no Bairro da Velha Retirada de tachões e pintura apagada expõem crianças e adultos ao perigo na Rua José Reuter

BLUMENAU - Ao longo de uma das principais vias do Bairro da Velha, restaram apenas resquícios de tachões e a pintura fraca no local onde antes havia uma ciclovia. Para os moradores da Rua José Reuter, se antes já era perigoso andar de bicicleta pelo local, agora ficou ainda mais. A retirada dos tachões que delimitavam o espaço dos ciclistas na via pegou de surpresa alguns e gerou indignação em outros. A prefeitura garante que a situação da rua é temporária.

A remoção dos tachões ocorreu há cerca de um mês. Para a moradora da rua e comerciante Ivone Zanella Bechi, a falta de sinalização compromete a segurança dos ciclistas, na grande maioria crianças:

– Sem faixa e sem as tartarugas, elas vão ainda mais para o meio da rua. E aqui é um perigo. Os motoristas não respeitam. De vez em quando escutamos uma cantada de pneu.

– Os carros passam em alta velocidade. Em frente à Escola Hercílio Deeke, a faixa de pedestre está apagada. Estão expondo os ciclistas e crianças à insegurança e ao risco de acidentes – complementa Francisco Werner, morador da Rua João Raulino, transversal da José Reuter.

Tachões serão substituídos e pintura, refeita

A discussão sobre a falta de sinalização e a ausência da ciclovia não se restringiu somente aos moradores da Velha. O assunto foi um dos temas discutidos na sessão da Câmara de Vereadores de quinta-feira. Quatro legisladores – Norma Dickmann (DEM), Jovino Cardoso Neto (DEM), Vânio Salm (PT) e Jorge Zimmermann (PMDB) – falaram sobre o caso na tribuna.

O secretário de Serviços Urbanos, Éder Lúcio Marchi, afirma que os tachões só foram retirados porque serão substituídos. A reforma da ciclovia vai contar também com a repintura da faixa. O serviço, feito por uma empresa terceirizada, foi adiado devido ao mau tempo das últimas semanas, que atrasou também a reforma das ciclovias em outras ruas.

– Fizemos a remoção dos tachões porque 90% deles estavam danificados. Vamos recolocá-los após a pintura. O problema é que a empresa precisa de três dias de sol ininterruptos para fazer o serviço. Com o tempo bom, a nossa previsão é que o trabalho na José Reuter possa ser concluído ainda nesta semana – explica Marchi.

Do site trilhas BR::Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias


Recursos ainda não estão garantidos para iniciar construção de ciclovias na cidade

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Para quem usa a bicicleta como principal meio de transporte em Joinville, atravessar a cidade é um desafio. Não há ciclovias em ruas que ligam a zona Sul à zona Norte, como as avenidas Procópio Gomes, Santos Dumont e a rua Florianópolis, situação que obriga os ciclistas a disputar espaço com os automóveis.

Observando este problema, o leitor Alexandre de Oliveira questionou se existe previsão para a construção de ciclovias nessas ruas. “A Notícia” buscou respostas e constatou que, mesmo nos casos em que o projeto já foi elaborado pelo Instituto de Planejamento e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), os recursos ainda não estão garantidos, não há previsão para o começo das obras e até a Copa e as Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil, podem ser um empecilho.

O projeto do Eixo Norte-Sul, também conhecido como binário Procópio Gomes-Urussanga, já foi encaminhado para o Ministério das Cidades, que está reavaliando as propostas pois pretende priorizar as cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E ainda não há previsão para a avenida Procópio Gomes ganhar ciclofaixa e faixas exclusivas para ônibus, conforme prevê o projeto.

Para a avenida Santos Dumont, também há projeto para dar continuidade à ciclovia, que já existe no trecho do novo trevo de acesso às universidades. Porém, segundo o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante, é necessário aguardar a liberação de recursos para a obra, que requer desapropriações.

Já a rua Florianópolis é a que está mais distante da sonhada ciclovia.

— Não há projeto, mas já existe uma diretriz que estipula que as próximas intervenções na via serão acompanhadas da construção de uma faixa para ciclistas e construção de calçadas seguras —, afirma Constante.

A Cidade das Bicicletas ainda está longe de fazer jus ao título quando o assunto é infraestrutura. Estima-se que em Joinville exista uma bicicleta para cada dois dos 500 mil habitantes, por isso a intenção do Ippuj em 2010 é duplicar o número de ciclovias (vias exclusivas para bicicletas, separada da rua e da calçada) e ciclofaixas (faixa para bicicletas isolada apenas pela sinalização) em bom estado, que hoje foram uma rede com 71 km. Para isso, está prevista a construção e reforma de outros 70 km de faixas para os ciclistas, contempladas em grande projetos como o dos parques da cidade, a ser realizado com recursos do Fonplata.

— No total, está prevista a construção de 21 km de novas ciclovias e outros 12 km de ciclofaixas que já existem serão reformados —, explica o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante.

O objetivo é interligar os parques da cidade com as faixas exclusivas para bicicletas, formando um circuito entre essas áreas de lazer.

As ruas Rui Barbosa, Piratuba, Marquês de Olinda e Tenente Antônio João estão entre as que ganharão mais ciclovias, completando os trechos que já possuem faixas para os ciclistas. Já Beira-rio, Baltazar Buschle e Helmuth Fallgater terão as ciclovias reformadas. E existe ainda um projeto de implantar uma ciclovia entre a Estação Ferrovária e a Arena Joinville, ao longo do ramal ferroviário que hoje corta a cidade e será desativado após a conclusão das obras do contorno ferroviário.

Além disso, também já existem projetos no Ippuj para a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas ruas 15 de Novembro (em trecho da Blumenau ao terminal, no Centro, e também no Vila Nova), Almirante Jaceguay, rua dos Suíços, Miguel Castanheira, Tuiuti e Júpter, obras a serem realizadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Se as obras em 2010 seguirem o ritmo deste ano, os projetos não sairão do papel e o prefeito Carlito Merss estará ainda mais distante da meta que traçou, de construir 180 km de faixas para as bicicletas em quatro anos. Isso porque de fevereiro para cá, foram construídos apenas 4 km de novas ciclovias e ciclofaixas. Outros 4 km de ciclovias e ciclofaixas na rua 15 de Outubro, no Rio Bonito, em Pirabeiraba, devem ser finalizados ainda em 2009.

— A secretaria regional já iniciou as obras no acostamento para a pavimentação e implantação de 2,5 km de ciclovias e outros 1,5 km de ciclofaixas —,informa Constante.

Alerta! estão propondo transformar áreas verdes de Brasília em estacionamento!

Vagas em áreas verdes podem ser solução para estacionamentos nas quadras comerciais

Luísa Medeiros

Publicação: 05/11/2009 07:55 Atualização: 05/11/2009 08:40
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento - (Cadu Gomes/CB/D.A Press )
A comerciante Danielle Moreira mostra área na 205/206 Sul que poderia virar estacionamento
O insuficiente número de vagas nas quadras comerciais do Plano Piloto e o rigor da fiscalização do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) – que está em cima dos motoristas para impedir que eles parem em fila dupla ou em local proibido – motivaram a discussão entre representantes do próprio governo e dos comerciantes para buscar soluções alternativas de estacionamento na cidade. A proposta mais polêmica é a transformação das áreas verdes, localizadas nas pontas das quadras comerciais, em estacionamento temporário – os chamados bolsões. A ideia é cobrir o gramado e a calçada com pedra portuguesa, exceto as árvores, para que os veículos possam parar nos locais enquanto o projeto de construção das vagas subterrâneas não sai do papel.

A sugestão foi apresentada na tarde da última terça-feira, numa reunião entre representantes da Associação Comercial do DF (ACDF), do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), das secretarias de Segurança Pública do DF (SSP), da Ordem Pública, Social e de Controle Interno do DF e do Departamento de Trânsito (Detran). Ainda não há projeto e nem sequer cálculos de quanto vai custar aos cofres públicos essa intervenção. Além disso, órgãos que cuidam do planejamento e desenvolvimento urbano e do patrimônio público – já que trata-se da área tombada de Brasília – não foram consultados oficialmente até agora. “Os bolsões são temporários até que o governo resgate o projeto das vagas subterrâneas. A proposta deve levar em conta a particularidade de cada quadra. Mas acreditamos que 2010 pode começar com 12 bolsões(1), seis em cada Asa (Sul e Norte)”, afirma o presidente do Sindhobar, Nadim Haddad.

Desde 14 de setembro deste ano, cerca de 60 policiais do BPTran estão nas quadras comerciais do Plano Piloto para cobrar que o motorista cumpra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O medo de receber multa está afastando os clientes acostumados a largar o carro em fila dupla. A fiscalização ostensiva, que é mais rígida nos horários de pico, foi alvo de críticas de vários comerciantes. Eles pediram uma flexibilização da vigilância a partir do próximo dia 15.
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla - ()
Operação da Polícia Militar nas quadras não permite mais fila dupla


“O entendimento comum é que medidas alternativas são necessárias e urgentes. No comércio de bens e serviços, a perda varia de 18% a 22% no faturamento desde que começou a Operação Fila Dupla. Os clientes vão embora porque não têm onde estacionar”, diz a presidente da ACDF, Danielle Moreira. A associação fez um levantamento e identificou 40 quadras nas asas Norte e Sul que mais sofrem com a atuação do policiamento. Se vingar, a criação dos bolsões deve começar por essas áreas. Em 10 dias, o governo fará um teste da proposta em quatro quadras, que ainda não foram escolhidas.

Projeto-piloto
O secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos, afirma que a Operação Fila Dupla não tem prazo para terminar, mas não descarta a hipótese de encontrar um ponto de equilíbrio que não agrida a lei. “Tentamos cumprir a legislação sem criar problemas para as atividades de comércio. Mas a operação surgiu devido ao comportamento de alguns motoristas que abandonavam o carro e trancavam outros, entres outros motivos”, comenta ele, dizendo que não tem nada contra os bolsões, desde que sejam legais. Para o secretário de Ordem Pública e Social, Roberto Giffoni, a ideia dos estacionamentos temporários não pode ser encarada como polêmica e, sim, trabalhada para sair do papel ainda neste Natal. “Seria uma espécie de projeto-piloto. Temos que ver a viabilidade de execução e atestar que todos os atores têm a mesma posição. Ninguém pode sair perdendo”, argumenta.

A princípio, a opinião do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, é contrária à proposta. “Porque são originalmente áreas verdes e muito particulares”, ressalta. Os lotes foram destinados aos Restaurantes de Unidades de Vizinhança (RUVs), mas sofreram alteração de uso em 1988, e se tornaram áreas para qualquer tipo de comércio. A 113 Sul tem uma padaria instalada nesse local. “O Iphan precisa ser consultado e topo conversar sobre o assunto”, diz Gastal.

Cartilha
O BPTran deve lançar hoje cartilha com os novos horários do policiamento nas comerciais do Plano Piloto. A atuação será das 8h às 20h nas áreas com maior volume de tráfego. Nos horários de movimento menor, o policial poderá permitir o estacionamento de veículo, desde que não haja comprometimento do fluxo. No período de pico (das 11h45 às 13h30 e 17h45 às 19h30), não será tolerado estacionamento em fila dupla e em locais proibidos.

1 - Precários
Algumas áreas comerciais da Asa Norte, como a 112 e a 106, já possuem bolsões nas pontas das quadras. A instalação é feita de forma precária, apenas com brita e cascalho. Normalmente, não há nem mais área verde, com exceção de algumas árvores.

Notícia do JORNAL DE CAXIAS: Falta espaço, sobram carros Caxias do Sul tem 1,92 habitante por veículo e uma frota que dobrou nos últimos 12 anos

Caxias do Sul – Não há vagas para estacionar no Centro. Você demora 10 minutos para percorrer uma quadra em horário de pico. Se você tem a impressão de que há carros demais em Caxias do Sul, está certo. Ela tem a impressionante média de 1,92 habitante por veículo. Isso sem contar o número de carros emplacados em outros municípios que circulam por aqui diariamente. Será que Caxias pode parar? A cidade se encontra em um cruzamento: ou toma a via de alternativas sustentáveis ou só faz piorar o anda-e-para das ruas.

Em um ranking organizado pelo Portal G1 com capitais e cidades com mais de 400 mil habitantes, Caxias ficou em 10º lugar em um total de 58 municípios. Os 410.166 habitantes se dividem em 213.480 veículos, de acordo com dados de maio deste ano do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A cidade está à frente de Porto Alegre, com 2,19 habitantes por veículo e em 19º lugar no ranking. Para se ter uma ideia, São Paulo está na oitava posição, com 1,85. Curitiba, capital do Paraná, é a primeira colocada, com taxa de 1,6.

A frota caxiense inchou na última década, especialmente quando, a partir da estabilidade do Real surgiu uma nova classe média, ávida por bens de consumo duráveis e vantagens que até então só os ricos tinham. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), em 1997, a frota caxiense era 100.911 veículos. O que significa que nos últimos 12 anos o número de carros dobrou. Enquanto isso, a população não seguiu no mesmo ritmo: o crescimento no mesmo período foi de 22,6%.

Além do poder de compra ampliado e das facilidades de financiamento de automóveis, há uma cultura que supervaloriza o automóvel.

– Tem dois aspectos diferentes. O primeiro diz respeito ao ritmo da vida urbana. A vida se transformou de tal jeito que exige uma mobilidade que o transporte público não atende. Até pouco tempo, o celular não era necessário, mas quando você configura sua vida em torno dele, ele passa a ser essencial, assim como o carro. O outro aspecto é cultural. Para muita gente, ter um carro é uma forma de expressar sua posição social através de um bem– analisa o antropologo e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Rafael José dos Santos.

O secretário da SMTTM, Vinicius Ribeiro, analisa a questão de forma semelhante:

– A opção do Brasil nos últimos 50 anos foi de se desenvolver através da indústria do automóvel. Esse setor foi o primeiro a receber incentivos da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Além disso, há a questão cultural, muitos caxienses se realizam pessoalmente comprando um automóvel.

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), Milton Corlatti, concorda que é preciso mudanças:

– As pessoas de Caxias normalmente usam o carro para ir para qualquer lugar enquanto que, muitas vezes, têm ônibus passando na frente de casa. Há famílias de quatro pessoas que têm quatro carros. Outra coisa de Caxias é que, sempre que as pessoas saem de casa, dão uma passadinha pelo Centro e acabam tumultuando o trânsito.

kelly.pelisser@pioneiro.com
KELLY PELISSER
Na sua opinião, quais as soluções para que o trânsito de Caxias do Sul melhore, mesmo com a média de 1,92 habitante por veículo?
- Qualificar o transporte público: o transporte coletivo é apontado pelos especialistas como a grande solução. Mas é preciso ampliar o acesso, qualificar o serviço e informar melhor os cidadãos.
- Descentralização: o Centro é um dos gargalos. A alternativa é estimular a instalação de serviços básicos nos bairros para que, cada vez menos, as pessoas precisem ir ao Centro. Além disso, a retirada de estacionamento de parte da Rua Sinimbu é assunto que está sendo debatido.
- Escalonar o horário de entrada e saída de empresas e escolas: indústrias e colégios de uma mesma região poderiam ter horários diferenciados de entrada e saída de turno. A diferença seria de 15 minutos entre um e outro para diluir o tráfego.
- Restringir o acesso de veículos: pedágios urbanos e menor espaço para estacionamento gratuito em pontos de grandes movimentação, embora gerem reclamações de usuários, são formas de o poder público limitar o acesso de veículos a esses locais.
- Incentivar o uso de meios alternativos: criar ciclovias nas cidades é também apontado com alternativa. Mas esse meio deve estar integrado com outros: é preciso ter estacionamentos para bicicletas próximos a paradas de ônibus. A prefeitura atualmente estuda vias em que poderiam ser impla

Usuários das bikes reivindicam a construção de ciclovias, o que ajudaria a melhorar o trânsito no DF

09/11/2009 - 09:42:58


Luciana Melo
luciana.melo@jornaldebrasilia.com.br

Incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em condições seguras para os ciclistas é uma alternativa para diminuir os longos engarrafamentos que se formam em diversos pontos do Distrito Federal, todos os dias. Mas apesar da iniciativa ajudar a resolver parte do trânsito conturbado, muitos ciclistas afirmam que ainda não é possível trafegar livremente pelas ruas devido à falta de estrutura e segurança para este tipo de transporte.

Para muitos que utilizam a condução, a situação cicloviária no DF não está perto do que foi previsto no programa de reestruturação proposto pelo governo local. Entre as principais reclamações está o atraso na conclusão das ciclovias.

Foram tantas as reivindicações informais da categoria em diversas oportunidades, que motivaram uma audiência pública – realizada ontem no Parque da Cidade – entre representantes da Câmara Legislativa e usuários do meio de transporte. Diversos pontos do andamento do programa e das mudanças que ainda são necessárias foram debatidos no encontro.

Programa será efetivado
Na ocasião, vários parlamentares se pronunciaram quanto a situação dos ciclistas no DF. Os representantes do governo, por sua vez, admitiram que o diagnóstico da situação não é dos melhores e que muito ainda há por ser feito pela categoria. Mas garantiram que o que foi programado irá ser efetivado da forma como havia sido prometido.

Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, Ronaldo Alves, a intenção do debate foi formalizar as necessidades dos ciclistas para que as soluções possam ser tomadas de forma a beneficiar os usuários e a sociedade, que lida diariamente com os esportistas pelas ruas.

Para Alves, se as novas vias de acesso para bicicletas forem feitas ou até mesmo as melhorias na questão da segurança, todos certamente sairão ganhando. "Se nós, ciclistas, tivermos por onde andar, não iremos disputar a pista com os carros. Muitos acidentes serão evitados e o volume de veículos nas ruas certamente irá diminuir. Todos irão ganhar, inclusive o meio ambiente".




Da redação do Jornal de Brasília